terça-feira, fevereiro 26, 2013

vulpino adjetivo 1. da raposa 2. relativo à raposa 3. figurado astuto; manhoso (Do latim vulpīnu-, «de raposa»)
imiscível adjetivo de 2 géneros 1. que não admite mistura 2. diz-se dos líquidos que, quando misturados em certas proporções, formam duas fases ou camadas separadas (Do latim immiscibĭle-, «idem»)

domingo, fevereiro 24, 2013

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Ler literatura e poesia faz bem ao cérebro

Ler obras clássicas (como as de William Shakespeare) e poesia ajuda a estimular o cérebro e traz mais benefícios do que os livros de autoajuda Esqueça os livros de auto-ajuda que prometem a felicidade sem esforço. De acordo com um estudo de investigadores da Universidade de Liverpool, divulgado esta terça-feira, ler literatura (sobretudo clássica) e poesia ajuda a estimular o cérebro e traz mais benefícios do que os livros de autoajuda. Os cientistas (especialistas em psicologia, literatura inglesa e ciência) pediram a 30 voluntários para formarem um grupo de leitura onde, durante um período de 12 meses, seriam lidos alguns clássicos da literatura. No final da investigação, concluiu-se que, devido à linguagem usada nos livros, os leitores desenvolveram um maior sentido crítico e tinham mais momentos de auto-reflexão. Para chegarem a estes resultados, os investigadores usaram 'scanners', para avaliar o cérebro dos voluntários e registar o modo como as diferentes áreas cerebrais eram ativadas quando os participantes liam livros clássicos na sua versão original ou uma versão simplificada do mesmo livro. Os leitores que leram os clássicos na sua versão original surpreenderam-se com palavras desconhecidas, uma estrutura frásica mais complexa ou expressões novas. Como consequência, foram mais estimulados durante a leitura. O mesmo estudo descobriu que também a poesia tem um papel importante para quem lê, ao estimular a atividade no hemisfério direito, uma área que abarca o pensamento simbólico e a criatividade. A poesia ajudou os leitores a refletir e analisar a sua própria experiência e os seus sentimentos de uma forma mais eficaz daquela que é sugerida, por exemplo, nos livros de auto-ajuda. Ao jornal britânico Daily Mail, Philip Davis, professor que integrou o estudo, afirma que a “literatura (sobretudo os autores mais complexos como os clássicos) atua como um ‘motor’ no cérebro”. Com este estudo, salienta, é possível ver “o poder da literatura para criar novos caminhos, novos pensamentos e conexões”. No estudo que a equipa de Philip Davis publicou, em 2012, no Journal of Medical Humanities - e que enviou ao Boas Notícias - o especialista explica que a literatura que motiva um maior conhecimento e uma auto-reflexão mais eficaz é a literatura e os livros de poesia de "qualidade", não sendo este resultado um exclusivo da literatura clássica. É preciso, contudo, fazer uma distinção entre a literatura dita de "cordel" ou os livros de auto-ajuda, que apenas repetem e reforçam "clichés", e a literatura mais complexa que de facto tem influência no modo como o nosso cérebro funciona e reage. Clique AQUI para aceder a uma versão preliminar deste estudo, datada de 2010, e que foi enviada ao Boas Notícias pelo investigador Philip Davis. https://sites.google.com/a/thereader.org.uk/get-into-reading-downloads/files/TherapeuticbenefitsofreadingfinalreportMarch2011.pdf?attredirects=0&d=1

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

És irascível, um pouco orgulhoso, sobranceiro por vezes, rancoroso, vingativo até, obstinado por vezes, cruel aqui e ali; mas nunca foste materialista e nunca viraste costas a quem caiu.
Encarreirar, seguir um carreiro, ir estreitando o caminho, ter os olhos cada vez mais concentrados numa porção cada vez menor. Quanto mais se especializam, quanto mais centrados no seu micromundinho, quanto mais monodisciplinares, mais ufanos e mais ignorantes. E mais perigosos. Pior do que os homens sem livro só os homens de um só livro.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Narrativas ou narrotretas?

«É curioso como, nestes dias de caos, se fala tanto de narrativas. A palavra foi invadindo progressivamente o espaço público e agora toda a gente - jornalistas, políticos, comentadores - fala de narrativas, como se de uma palavra mágica se tratasse. É a narrativa do ministro Relvas, que escandaliza e indigna todo o País. É a narrativa ultraliberal do Governo, que falha em toda a linha. É a narrativa da crise, que suscita controvérsia no Partido Socialista. É a narrativa europeia, em que cada vez menos europeus acreditam. Etc. A razão desta proliferação é simples: a narrativa surge onde a ideologia desapareceu e, sobretudo, onde e quando o vazio ameaça a política. Ela resulta fundamentalmente de dois fenómenos: da erosão das ideologias, por um lado, e da formatação da realidade pelos media por outro lado. As ideologias, em vez de serem laboratórios experimentais de ideias, transformaram-se em corpus mais ou menos dogmáticos de estereótipos, que dão sempre as mesmas respostas a todos os problemas: para elas, as respostas vêm sempre antes dos problemas. E quando se tem as respostas antes dos problemas, as ideologias deixam de ser um espaço animado por ideias e valores, por factos e argumentos, por explicações e controvérsias. E os partidos que as adotam esquecem tanto os seus compromissos e programas, como temem os respetivos balanços e inventários. É disto que hoje se trata quando se denuncia e lamenta a degradação da política e o descrédito dos seus protagonistas. A formatação da realidade pelos media, por sua vez, encontrou no recurso às narrativas e à suas historietas o melhor modo de simplificar e intensificar as mensagens que produz e transmite, iludindo toda a complexidade dos factos e qualquer efetiva compreensão do mundo. Seja nos noticiários, que adotaram a forma de um esforçado "infotenimento" e são cada vez mais feitos de sequências breves, de imagens fortes, de ligações arbitrárias e de linguagens frustres, num caldo narrativo que já só ocasionalmente consegue respeitar uma qualquer lógica informativa. Seja no espaço de comentário, onde a multiplicação e a polarização encenada das narrativas substitui quase completamente - as exceções existem, mas são realmente poucas! - os factos, a sua explicação e discussão, instaurando assim um universo bizarro, que parece empapado em lérias, larachas e lamúrias. (E também por uma cada vez mais grotesca alacridade, mas isso fica para outra altura.) Muitas vezes, ao ouvi-los, apetece perguntar se os protagonistas desses programas falam mesmo... ou se, simplesmente, são falados, como se fossem marionetas, ou melhor, ventríloquos das narrativas que circulam por aí. O recurso à narrativa representa, pois, mais um passo, e grande, na submissão da política ao marketing. É outro fenómeno que veio dos EUA, sobretudo desde que nos anos Clinton o storytelling se tornou, pela mão dos famosos spin doctors, um auxiliar permanente da governação. O storytelling tinha, de resto, uma forte tradição nos EUA, que vinha dos tempos da escravatura e da segregação racial e que passou pelos muitos clubes de "contar histórias" que se multiplicaram no Mississípi, em Chicago, em Nova Orleães, no Alabama, no Missuri, etc. Foi essa tradição que acabou por inspirar o aconselhamento político na segunda metade do século passado, com P. Salinger junto de John Kennedy, J. Valenti junto de Lyndon Johnson, W. Safire junto de Richard Nixon ou de P. Cadell junto de Jimmy Carter. Antes de, com Ronald Reagan, chegar à Casa Branca um exímio contador de histórias. Mais tarde, com Bill Clinton, o storytelling seria mesmo visto - é ele quem o diz, nas suas Memórias - como algo novo e decisivo na política contemporânea, como um artifício que permite enquadrar as aspirações das pessoas num horizonte menos ideológico e mais ficcional, dando-lhes "a possibilidade de assim melhorarem a sua própria história". A esta luz, compreende-se melhor de onde vem o sucesso do slogan "Yes, we can", simultaneamente o mais integrador e o mais vazio slogan da história da política contemporânea. Mas a inflação da palavra narrativa - que traduz o storytelling americano - no domínio político tem ainda outra razão. Ela encontra-se no desamparo dos cidadãos perante um mundo que ninguém parece já verdadeiramente compreender nem dominar. As narrativas aparecem então como historietas de oportuno consolo, capazes de propiciar alguma leitura do mundo e dos seus acontecimentos. Como formas simples e acessíveis de representar o incompreensível e de iludir a questão central, que continua a ser a do poder: afinal, quem manda nisto? Mas é precisamente perante as questões decisivas, como esta, que as narrativas revelam toda a sua fragilidade e insuficiência. Elas vivem entre a facilidade da treta e a tentação da burla, de que recentemente tivemos um estridente exemplo. Elas embalam mas não esclarecem, elas insinuam mas não explicam, elas consolam mas não mobilizam. É por isso que elas não respondem ao vazio político que tem alastrado com a crise dos últimos anos - pelo contrário, amplificam-no. Essa resposta continua à espera de ideias, de protagonistas, de símbolos e de valores magnetizadores, que convirjam na construção de uma nova visão do futuro. Porque, como um dia escreveu K. Pomian, na verdade a nossa civilização depende tanto do impulso do futuro como um avião depende do combustível que o alimenta. É aqui que está o problema.» Manuel Maria Carrilho
«To touch and feel each thing in the world, to know it by sight and by name, and then to know it with your eyes closed so that when something is gone, it can be recognized by the shape of its absence. So that you can continue to possess the lost, because absence is the only constant thing. Because you can get free of everything except the space where things have been.» Nicole Krauss
«My social conscience is fairly limited in a lot of ways; there's not much I'm angry about that doesn't affect me quite directly. But the prison system- not particularly capital punishment- but the penal system as it is, and the whole apparatus of judgement, people deciding on other people's fates... that does irritate, and upset me quite a lot. What angers me about the system goes beyond the unreliability of "proof"... it's that the way criminals are dealt with has nothing to do with rehabilitation and readjusting people who've stepped outside society's norms. The same goes for mental institutions and so forth. But it's also the very idea of someone being judged "criminal" or "insane" because they're unable to fit into what a corrupt society considers "social" or "sociable".» Nick Cave

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

- Tens de rezar à Santa Rita de Cássia? - Hã? - Não conheces? - Não. Nunca ouvi falar. - É a Santa das Causas Impossíveis. Quando era miúdo, o meu pai quando bebia gritava e era agressivo com a minha mãe. Num dia, pedi à santa que o meu pai deixasse de ser mau com a minha mãe e no dia seguinte, para espanto de todos os meus irmãos, o meu pai teve um problema de saúde e anunciou que deixaria de beber. Em adulto, uma vez estava parado no trânsito, tinha uma reunião e ia chegar atrasado, lembrei-me de quando era miúdo e pedi à santa um milagre. Ligaram-me a cancelar a reunião. http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Rita_de_C%C3%A1ssia Oração a Santa Rita de Cássia Ó poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés um alma desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós que tendes o incomparável título de SANTA DOS CASOS IMPOSSÍVEIS E DESESPERADOS. Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça de que tanto necessito (dizer a graça que deseja). Não permitais que tenha de me afastar dos vossos pés sem ser atendido. Se houver em mim algum obstáculo que me impeça de obter a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste. Envolvei o meu pedido em vosso preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança; por vosso intermédio, espero com fé a graça que vos peço. Assim seja! Rezar 1 Pai-nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai. Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.

Problemas de Geografía Personal

Nunca sé despedirme de ti, siempre me quedo con el frío de alguna palabra que no he dicho, con un malentendido que temer, ese hueco de torpe inexistencia que a veces, gota a gota, se convierte en desesperación. Nunca se despedirme de ti, porque no soy el viajero que cruza por la gente, el que va de aeropuerto en aeropuerto o el que mira los coches, en dirección contraria, corriendo a la ciudad en la que acabas de quedarte. Nunca sé despedirme, porque soy un ciego que tantea por el túnel de tu mano y tus labios cuando dicen adiós, un ciego que tropieza con los malentendidos y con esas palabras que no saben pronunciar. Extrañado de amor, nunca puedo alejarme de todo lo que eres. En un hueco de torpe inexistencia, me voy de mí camino a la nada. Luis García Montero

Escrever é triste

Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, puré de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário. O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é possível contar. Você esperando que os outros vivam, para depois comentá-los com a maior cara-de-pau ("com isenção de largo espectro", como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego — às vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa aberta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles. Ah, você participa com palavras? Sua escrita — por hipótese — transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever «O Capital» é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu «O Capital». Não é todos os dias que se mete uma ideia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação. Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incómodo de praticá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhes os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel. E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado do espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples pai de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia... explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isto entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando... Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, revelou que as crianças que veem televisão em excesso têm maiores probabilidades de ser antissociais, cometer crimes ou de terem comportamentos agressivos em idade adulta. «O risco de um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30 por cento para cada hora em que viu televisão em média durante a semana quando era criança», afirmou um dos autores da análise, Bob Hancox. O excesso de televisão está também ligado a comportamentos agressivos e tendência para emoções negativas, sendo estes comportamentos potenciados através de fatores como a inteligência, condição social ou educação familiar. «Ao mesmo tempo que não podemos dizer que a televisão leva diretamente a comportamentos antissociais, os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo a ver televisão pode reduzir os comportamentos antissociais na sociedade», disse Hancox. De acordo com a pesquisa, se a criança ficar demasiado tempo em frente à televisão «pode ter menos relações sociais com amigos ou familiares, além de um mau desempenho na escola, correndo o risco de ficar desempregado». O estudo baseou-se na análise de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970, desde os quinze anos até os 26, e foi publicado esta semana na revista norte-americana «Pediatrics».

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

domingo, fevereiro 17, 2013

sábado, fevereiro 16, 2013

A nossa galáxia contém cerca de 200 mil milhões de estrelas, contando com 46 mil milhões de planetas como o nosso Uma em cada quatro estrelas da nossa galáxia, semelhantes ao Sol, podem ter planetas do mesmo tamanho da Terra. Tal significa que podem existir vários milhões só na Via Láctea, dos quais uma centena com a potencialidade de albergar vida, segundo um estudo da agência espacial norte-americana (NASA). "Os dados recolhidos dizem- -nos que a nossa galáxia, que contém cerca de 200 mil milhões de estrelas, tem ao menos 46 mil milhões de planetas do mesmo tamanho que a Terra, sem contar aqueles cuja órbita é mais afastada do seu astro mas ainda se encontram na zona habitável", disse o astrónomo Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, um dos principais autores do estudo publicado na revista Science. Considera-se habitável a zona que não é demasiado quente nem fria e onde pode existir água em estado líquido. Os astrónomos que realizaram este recenseamento planetário utilizaram dois potentes telescópios ópticos e de infravermelhos, no monte Mauna Kea, no Havai. Durante cinco anos, observaram 166 estrelas situadas num raio de 80 anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a 9469 mil milhões de quilómetros. Os astrónomos observaram planetas de diferentes tamanhos, desde três vezes a massa da Terra até mil vezes. Os resultado revelam que há mais planetas pequenos que grandes, logo a conclusão é que estes são mais frequentes na Via Láctea. "Tais planetas na nossa galáxia são como grãos de areia dispersos numa praia, estão por todo o lado", afirmou Marcy.

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

«Se queres evitar a crítica, não digas nada, não faças nada, não sejas nada.» Elbert Hubbard
http://issuu.com/filipassuncao/docs/portela_magazine_n_8