segunda-feira, dezembro 30, 2013

«Santidade»

Mais uma palavra corrompida. Associa-se mais a um conjunto de restrições. Os literalmente «advogados do Diabo» escrutinavam a vida em busca da mancha. Santo como o que não fez. Não gosto. Santo como o que pugnou pelo Homem (e pelo animal), o que «santificou» a vida à sua volta com pensamentos, palavras, actos. Cunhal tentou viver como um santo (ou tentou mostrar que vivia como um santo, a vaidade era a sua fraqueza). Eanes foi um santo na sua relação com o Estado, os seus dinheiros e interesses. Vítor Tavares da Etc. foi um santo, nunca se rendendo ao comercial, ao mercado, publicando livros artesanais a vida toda, com poucos exemplares e sempre sem se soçobrar naquilo que para si seria o «pecado» - a concessão ao vendável sem critério apurado do que era para si «qualidade».

Sem comentários: