quarta-feira, dezembro 18, 2013

- Quanta candura, meu jovem, quanta candura - contrapôs o representante dos patrões na conferência com ar paternal defendendo que só está desempregado quem quer, arrogante, numa voz delico-doce, insidiosamente imperial, ostensivamente displicente, mas tremendamente mais ofensiva do que lhe se chamasse estúpido, como se estivesse tão acima dele, mas tão acima, que nem precisasse de descer ao insulto. Talvez que a escrita não permita relatar a displicência que observei.

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