terça-feira, dezembro 17, 2013

No 1.º Ciclo, ouvir o livro tende a substituir o antigo hábito de ler o livro. Já há canetas que escrevem e vibram quando dão erros ortográficos. Ortografia, sintaxe, para quê?, disseram-me professores. No futuro, dirão mais. A Matemática... tantas operações que não é preciso pensar, a máquina faz. O GPS indica o caminho, despreza-se o sentido de orientação espacial. Na arte, artistas programam robôs que defecam centenas de quadros durante a noite. Um novo assunto, um novo estímulo - quanto mais novos, mais a Wikimerda basta. E os filhos dos filhos deles... Mas a rapidez, a ajuda da tecnologia embota - e no futuro amputará (quem desconfia que pense sucessivamente em decénios passados e verá que a realidade do passado presente ultrapassou a ficção científica) - as funções de cognição.

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