domingo, novembro 17, 2013

Neoludita, pois claro

Uma entidade patronal para a qual trabalho enquanto trabalhador independente liga-me (estando eu fora do local de trabalho, não havendo qualquer aviso de que me iriam enviar algo): - Ainda não respondeu ao e-mail. - Só se não recebi. Por acaso, abri o e-mail há menos de uma hora. - Já lhe enviámos há meia hora. E????????!!!!!!!! Bem sei que numa sociedade demencial, um pingo de lucidez é uma extravagância perigosa. O e-mail caminha para uma chamada de telemóvel (que por sua vez já ganhou há algum a imperiosidade de uma ordem do patrão na empresa). É preciso estar sempre com o e-mail aberto. Sempre mais e mais e mais formas de a tecnologia condicionar, policiar a vida e o tempo do trabalhador. E outras continuarão vindo.

2 comentários:

o gajo das couves disse...

Esse é o argumento que agora uso para não dar o nº telemóvel a ninguém.

Os emails são imediatos e recebem-se no telefonee, nos pcs e por todo o lado. Os telefonemas não.

O que ganho com isso? Escolher o momento para responder.

Sr Joao disse...

Ficas soberano quando tens o dos outros e ligas quando queres.