terça-feira, setembro 17, 2013

Voltando à tese de que as multidões quase nunca têm razão. Uma conferência. O orador Marinho e Pinto diz aquilo que deveria ser uma obviedade: que os presos também têm direitos. (Recordemo-nos de que foi há muito poucos anos que foi removido o balde que servia para os dejectos dos prisioneiros que passava de cela em cela com o excremento acumulado.) Pois bem, um jovem dos seus vintes levantou-se e disse: - Como se pode vir defender os criminosos. Há velhos que não têm direito a pensões e vem-se para aqui falar de afectar mais recursos públicos para os criminosos, dinheiro esse que deveria ir para as pensões? A sala ovacionou-o. Acreditem: olhei para trás e para os lados e para a frente e não vi uma pessoa que não batesse palmas. É um truque baratucho, emocional, falso a conversa do rapaz. Nem vale a pena alongar-me. Já avisava Marco Aurélio nos seus pensamentos e reflexões de um estóico de que o homem sensato não se deveria espantar espantar e indignar com a estupidez e a ignorância e a crueldade - todos os dias iríamos tropeçar nela.

1 comentário:

Anónimo disse...

todos os dias mesmo; é desalentador...