quarta-feira, setembro 04, 2013

«A lentidão, que na verdade foi sempre uma condição sine qua non da civilização, tem vindo a ser cada vez mais substituída por uma apologia estonteada da velocidade, que se tornou, como escreveu Milan Kundera, na forma contemporânea do êxtase, apesar de muitas vezes mais não ser do que um atalho para o regresso à selva. Institui-se deste modo uma tirania do imediato que [...] se acompanha de um incentivo à excitação cada vez mais alucinada que atravessa todo o sistema de comunicação - imprensa, televisões, blogosfera, redes sociais, etc. -, transformando cada cidadão num espectador histérico, preso a narrativas que o hipnotizam e manipulam sem fim nem contraponto.» Manuel Maria Carrilho

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