sexta-feira, setembro 13, 2013

1, 2, 3, 4, 5

Estava andar na rua quando um indivíduo a correr me obrigou a desviar. Encostou-se a uma parede, começou a fazer alongamentos enquanto dizia de forma bastante audível: - Um, dois, três, quatro, cinco. Um, dois, três, quatro, cinco. Um, dois, três, quatro, cinco. Mais tarde, alguém me interceptava num chat enquanto trabalhava. Vi que essa me dizia me dizia «Estás aí? 5, 4, 3, 2...» (Respondi antes do um.) No dia seguinte, quando atravessava a passadeira, agradeci ao carro que parava subitamente ao ver o peão. Foda-se! A matrícula era 12-34. Comecei a sentir-me dentro um livro de Auster (acaba de sair em Portugal a tradução do último). Ontem, ao ligar a televisão na SIC Notícias, vi instintivamente as horas: 12h34.

2 comentários:

Anónimo disse...

E atribui significado às coincidências? Qual (se não é perguntar demais)?

Sr Joao disse...

Confesso ainda não ter atingido esse estádio. Ainda :).