quarta-feira, agosto 21, 2013

Casado, quotidiano, tributável e fútil

Ele 1 não tem «família» - no sentido clássico. Vive com a namorada do momento. É visto pelos amigos como tendo falhado numa dimensão da vida. Mas ele é feliz assim. Ele 2 ganhava 3000 € numa empresa de grafismo com código de indumentária, horários, obediência a parâmetros que no seu entendimento lhe cerceavam a arte. Deixou o trabalho, ganhou um terço enquanto trabalhador independente - baixou de estatuto, eles dizem. «O poder dispor do meu tempo, o poder ir a uma esplanada às três da tarde ou passear a minha filha num jardim vale mais do que dez ordenados», ele disse-lhes.

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