segunda-feira, junho 10, 2013

Muito gostaria de que Freud me interpretasse este sonho. Só eu sabia da existência de um autor que nunca ninguém lera. Cujos livros ninguém abrira ou sequer vira - estavam apenas numa livraria distante num país remoto por trás de livros por trás de livros tombados. Viajei até lá. Com receio, procurava a fila onde sabia o livro estar por trás tombado. Esperei por um momento em que não tivesse ninguém a passar por aquela fila. Com um golpe de mão, tirei o livro obscuro. Tremi ao ler a escrita funda, densa, incandescente - aquilo rasurava tudo o que tinha sido escrito e, pior do que isso, todo o porvir literário. Mergulhei numa atmosfera tal, que os livros me parecem todos banais e rasos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Talvez seja a premonição do próximo livro ou a descoberta de algo precioso e único.

euexisto disse...

belo post(e)