segunda-feira, maio 13, 2013

«O País assiste assim à sua destruição económica. De acordo com a teoria económica que suporta estas intervenções, não há nestes dados nada de mal e de anormal. Mesmo que todas as estimativas saiam furadas e revistas a preto. Até há beleza, como disse um responsável governamental esta semana. A deslocação (nome eufemístico para a emigração) do fator trabalho é vista como normal e até positiva. Nestes modelos, países, pessoas em territórios, e, nestes, afetividades, culturas e relações sociais não existem. Um País pode desaparecer, e as pessoas deslocarem para o Centro e o Norte da Europa, que a situação é vista como ajustamento e normalidade no modelo de intervenção. Acrescenta-se aqui, normal para os outros, não para si, os decisores, os seus empregos, as suas facilidades, as suas networks e lealdades, e, inclusive, as suas relações com o poder económico e financeiro dominante.» Francisco Madelino

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