segunda-feira, abril 15, 2013

Há sentimentos que temos que não encontram palavra alguma em idioma algum. Esta música permitiu-me uma coisa única - senti pela primeira vez que alguém expressava o sentimento que experenciara, particularmente em duas ocasiões. (Deliciosos os adjectivos e a sua musicalidade terminados em i grego que Robert Smith escolhe.) Ela morava no estrangeiro, estava de passagem indo-se embora no dia seguinte, e eu encontrei-a por acaso na paragem de autocarro. Namoráramos há oito anos e o encontro causou uma efervescência em ambos. Apesar do encanto, apesar de saber que não a voltaria a ver facilmente (e, de facto, não voltei), um trabalho de grupo pendia sobre mim e, a muito custo, disse-lhe que não podia tomar café com ela - tinha um grupo à minha espera na faculdade para fazer um trabalho de não-sei-quê de uma disciplina de que não recordo com pessoas de que não recordo. O outro é demasiado trágico. Desperdicei em nome das tizzy fizzy idiot things a oportunidade de estar com uma pessoa que morreu - e de dizer-lhe o quanto gostava dela.

1 comentário:

Anónimo disse...

Ãlgures na via láctea, sempre que um seguidor ler-ouvir, ela saberá. Ela sempre soube. Ela sempre saberá.