Habitar a pele de outro, suportar o rumor do sangue nas suas veias quando se perde e quando se encontra, deslindar o grito que lhe sai mudo quando enlouquece e desce ao inferno não é fácil; implica muito de nós próprios… geralmente demasiado.
Ser outro é talvez impossível, mas diria que cada vez é mais relevante ver como o outro, sentir como o outro, pensar como o outro. Nem sempre é possível (não impossível) mas vale sempre a pena pensarmos como o outro iria pensar, iria ver, iria sentir. Vale sempre a pena quando a outra pessoa nos interessa e, neste caso, a relação fica, certamente, a ganhar.
Quem permanece estático ao longo do tempo, insensível ao que lhe é exterior, quem não muda, quem não se reinventa, embota, não cresce, apequena-se e fecha-se sobre si próprio. Pensar, ver e sentir como outro é necessário.
8 comentários:
Há quem o tente atingir, por passar a vida a tentar entrar no outro.
Habitar a pele de outro, suportar o rumor do sangue nas suas veias quando se perde e quando se encontra, deslindar o grito que lhe sai mudo quando enlouquece e desce ao inferno não é fácil; implica muito de nós próprios… geralmente demasiado.
Ser outro é talvez impossível, mas diria que cada vez é mais relevante ver como o outro, sentir como o outro, pensar como o outro. Nem sempre é possível (não impossível) mas vale sempre a pena pensarmos como o outro iria pensar, iria ver, iria sentir. Vale sempre a pena quando a outra pessoa nos interessa e, neste caso, a relação fica, certamente, a ganhar.
É muito difícil quando estão todos a olhar para nós. É preciso fugir.
Quem permanece estático ao longo do tempo, insensível ao que lhe é exterior, quem não muda, quem não se reinventa, embota, não cresce, apequena-se e fecha-se sobre si próprio. Pensar, ver e sentir como outro é necessário.
Nota-se. ;)
o sexo é uma saudação trocada entre duas almas. d´O Livro do Desassossego
morrer por outro ou morrer no outro: não será esta a escolha?...
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