sexta-feira, março 15, 2013
Solidão, Rilke
A solidão é como uma chuva./
Ergue-se do mar ao encontro das noites;/
de planícies distantes e remotas/
sobe ao céu, que sempre a guarda./
E do céu tomba sobre a cidade./
Cai como chuva nas horas ambíguas,/
quando todas as vielas se voltam para a manhã/
e quando os corpos, que nada encontraram,/
desiludidos e tristes se separam;/
e quando aqueles que se odeiam/
têm de dormir juntos na mesma cama:/
então, a solidão vai com os rios...
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário