domingo, março 17, 2013

O meu amigo, viajante do mundo, pensador, sociólogo da vida quotidiana, vampiro noctívago de essências, declarou-me: - Hoje, tenho menos sede de infinito, menos sofreguidão walwhitmaniana de experimentar e de conhecer tudo. Sempre achei que quanto mais pessoas compreendemos, mais nos expandimos, mais somamos eus e experiências e compreendemos que o que nos unifica é sempre maior do que aquilo que nos separa - isso é o segredo para se eliminar o medo e se ser livre. Porque as pessoas e os grupos são todos iguais no espectro de emoções. Vi a rivalidade e a vaidade entre os sem-abrigo. Vi índios da América do Sul que «viviam desmaterializados» a tentar enganar-me subtraindo mel nas trocas directas. Vi membros da alta finança com poetas escondidos por trás dos fatos Armani. Vi machos latinos chorarem por desgostos amorosos. Vi óptimas pessoas praticarem actos de canalha e vi monstros com gestos de uma ternura inexcedível.

1 comentário:

Anónimo disse...

Adoro