sexta-feira, março 15, 2013

Daniel Sampaio escreveu que o mais trágico no Verão é uma paixão. A paixão de Verão mata o Verão. A pessoa torna-se uma recolectora de sinais - positivos, negativos, inquietantes, difusos. A ansiedade impede a fruição. O espírito hiperanalítico atrofia a acção, escreveu Bernardo Soares. Para o budismo, a felicidade - obtida por intermédia da ausência o eu, da equanimidade, do desapego e da percepção da vacuidade inerente a todos os fenómenos - não é obter um prazer maior e maior; é a libertação da roda da satisfação, do aprisionamento das paixões (positivas e negativas). Mas e onde fica o sal, o colorido da vida?

1 comentário:

Anónimo disse...

Adoro