sábado, janeiro 12, 2013

Raridades

É difícil, muito difícil rir-me por intermédio da escrita. Mas fartei-me de rir com Pulp de Bukowski que li em cinco dias. Até a dedicatória tem piada. Só me tinha rido com Miguel Esteves Cardoso, José Alberto Braga, Woody Allen. O quarto. Chorar, só chorei com O Enforcado de Orwell.

4 comentários:

Anónimo disse...

Visão algo primária da literatura, que é pouco mais do que chorar e rir.

Sr Joao disse...

Chorar e rir por fora.

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José Alberto Braga disse...

Num prefácio feito para um livro meu, livro de humor, Raul Solnado disse que não conseguir rir uma só vez. "No entanto estive a sorrir a tempo inteiro", ele disse.
Curiosa esta interpretação porque, sinceramente, eu não consigo rir do humor do meu humor. Há qualquer coisa ali "à outrance" que não me pertence, que tem um quê de rebarbativo.
O riso é a provocação do riso. Talvez por isso é que os humoristas raramente se riem do que escrevem (talvez riam mais deles mesmos, mas isso já é outra história).
De resto, Voltaire tinha razão: "Rio para não enlouquecer". É esse tipo de riso que procuro. Par bom entendedor, meia palavra bas.... - José Alberto Braga