sábado, janeiro 05, 2013

O que vou dizer não diminui um atomozinho da repugnância do horror e da repugnância ante o crime e da evidente compaixão pelas vítimas. Mas é em tempos difíceis, é perante os crimes mais tenebrosos que testamos a solidez dos princípios. Na Noruega, a moldura penal não foi alterada após o massacre. Na Índia, não podemos aceitar que os arguidos não tenham direitos a advogado (todos se recusaram) nem que a pena de morte seja excepcionalmente aplicada. O estadista e o legislador têm de pairar acima da espuma dos dias.

(E o exercício necessário não é a solução penal - é a difícílima batalha de igualitarismo sexual. Basta ver o tratamento dado pela polícia às mulheres violadas, a justificação dos políticos para as violações - quem usa saia curta e se arranja sujeita-se, dizem - para se perceber o elevado número de abusos sexuais.)

3 comentários:

Anónimo disse...

Mas a lei tem de ser mudada, os castigos têm de ser mais duros. Se os violadores passsarem a levar prisão perpétua, por exemplo, as violações acabam.

Cristina

Anónimo disse...

Nos países em que há pena de morte, nãOacabaram.
Rei lear

Anónimo disse...

Não acabaram porque se calhar nunca são apanhados, a polícia é ineficiente. Se houvesse suficientes exemplos de pessoas condenadas, se o violador soubesse que tinha uma grande probabalidade de ser apanhado, claro que ele pensaria duas vezes. Agora faz o que quer e lhe apetece e até se vangloria aos amigos.