quinta-feira, janeiro 10, 2013

Ele tem um automóvel que paga em prestações caríssimas e uma casa barata. «Mas a minha casa poucos vêm e o meu carro vêm todos na rua...» Ela avalia o interesse de um homem pela quantidade de mulheres que tem aos pés. Ele não consegue dizer se uma pessoa é interessante ou inteligente. Só depois de saber estatuto. «Ah, é professor doutorado, sim, eu vi logo que era um cabeça!» Ela não consegue receber uma pessoa em casa se não estiver tudo arrumadinho, se não estiver bem vestida e com o frigorífico cheio. «Parece tão mal, o que é que as pessoas vão pensar sobre mim? Que sou uma pobretanas?» Quando não se tem uma identidade bem sulcada, a necessidade de mecanismos de validação externa e a assimilação acrítica dos caminhos seguidos pelo rebanho são maiores.

1 comentário:

curtos instantes disse...

É tempo de nos preocuparmos com questões menos surperficiais. Não é o que os outros vêem mas o que os outros sentem.

curtosinstantes.blogspot.com