domingo, dezembro 23, 2012

O economicismo (mais adequado seria dizer nos dias de hoje: o financismo) atinge o máximo do despudor. Calcula-se quanto custam os velhos. Calcula-se (na Suécia) quanto tempo poderá demorar uma pessoa para se determinar o seu seguro de saúde. Calcula-se quanto custam os doentes que escolheram modos de vida poucos saudáveis para se calcular os impostos.
Os sinais são demasiados para não se perceber.
Se a única forma de viver é ser belo, são e empreendedor...
Hitler calculava quanto custava um aluno deficiente e um aluno surdo-mudo ao Estado perante um aluno normal.
O Público apresenta dois círculos azuis com os números de quanto gasta o Estado com os fumadores no seu tratamento dos cancros e outras coisas que tais e de quanto dinheiro dão os fumadores ao Estado via impostos. Há países em que nas urgências os fumadores são preteridos oficialmente - porque escolheram, porque tiveram culpa. O que virá a seguir? Deixar morrer os toxicodependentes? Tirar a prioridade a um sinistrado se este apresentar indícios de álcool? A um doente com sida que não foi cuidadoso? Não há nenhuma razão para retirar a prioridade a um fumador e não tirar a um alcoólico. Ou a um doente cardiovascular que nunca fez desporto. Ou a um obeso.
 E quem não tiver dinheiro para pagar o que custa ao Estado a «escolha» da sua doença?

1 comentário:

Anónimo disse...

A Europa tem o problema de dívida soberana por causa do modelo social europeu. Querer continuar assim sem racionalizar um pouco é loucura. O Estado tem de começar a fazer contas da mesma maneira que as companhias de seguro fazem. Por outro lado, as próprias pessoas têm de deixar de ser tão dependentes e assumir maiores responsabilidades pelo que fazem: o fumador pensaria em ter o seu próprio seguro se soubesse que o Estado não tomaria tão bem conta dele. Se não houver medidas de racionalização, o dinheiro não chegará nem para os mais necessitados.

Cristina