Ela detesta o autoritarismo, detesta a vozearia, o tentar educar à força, o querer que o outro tente que sejamos mais parecidos com ele. Ela gosta da simpatia e da doçura. Vira-lhe as costas se ele aumenta a voz - vê nisso uma forma de intimidação. Reivindica a liberdade do estilo acima dos resultados.
Ele detesta os manipuladores e os calculistas. Distingue carácter de feitio. Conheceu pessoas magníficas com mau feitio. Os tipos mais perversos e desonestos que conheceu eram todos muito simpáticos. Acha que o declaradamente autoritário se expõe mais, que não joga, que não tenta dissimulada e maquiavelicamente levar o outro onde quer - que as costuras da vulnerabilidade da sua ausência de estratégias estão expostas. Gosta da frontalidade e da sinceridade. Conheceu tantos «brutos» com coração de manteiga. Prefere os aparentemente ditadores bem-intencionados aos de voz mansa e monocórdica sacanas. Irrita-lhe que ela seja iludida, cega e tonta com flores e melodia melíflua, levada para um poço. Ela podia antes escutar o grito e o esbracejar daquele que tenta impedir que o seu automóvel descambe no abismo.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Publicar um comentário