sexta-feira, setembro 07, 2012

Cardeal Carlo Martini (um bom fisionomista raramente se engana)




Uma das figuras mais desempoeiradas da Igreja Católica que vale a pena ler e conhecer. Favorável à discussão do ordenamento de mulheres, do casamento de padres, de homossexuais, à luta de Igreja contra as desigualdades. Era contra a pompa das igrejas e das vestes religiosas, defendendo que tal dinheiro deveria ser usado para combater as desigualdades. Foi a ele que as Brigadas Vermelha confiaram a entrega das armas. Um homem que achava estar a Igreja atrasada em duzentos anos (um biblista, não um dogmático, que defendia que se devia ir à fonte primeva, ao livro, assimilando pela própria cabeça, e não às interpretações de outros) e que esta deveria rever a sua lista de pecados. Um dos maiores pecados para Martini (crítico do cartilha excessiva de pecados da Igreja, usada como fonte de terror e de poder) era as pessoas não quererem «sarilhos para a sua vida» (como te entendo!), a resignação, o individualismo, o não lutar por algo que não os interesses próprios num mundo que via como desigual, injusto e materialista. Um homem crítico da estrutura, a quem repugnava a fealdade da Igreja, tão longe de Cristo, e o esconder dos casos de pederastia. Alguém que propôs o diálogo ecuménico e, sobretudo, o diálogo com não crentes e os ateus. Para Martini, aqueles que poderiam fazer melhores críticas à Igreja eram os que estavam de fora - sem um olhar poluído.

3 comentários:

Anónimo disse...

Muito interessante. Este homem é que devia ser Papa.

Cristina

Anónimo disse...

Esta Cristina é uma esquerdista incurável!

Anónimo disse...

ahahahaha!

Cristina