sábado, setembro 15, 2012

Cada um cumpria a sua função. Ele. Aquele que reabilitava o moral de todo o amigo que sofria amorosamente.
- O quê, aquela? Por amor...
- Mas,desculpa lá, o que é que ela tem para te dar? O que é que ela te pode dar?
- É uma pessoa desprovida de qualquer beleza.
- Tu arranjas hoje cem melhores do que ela. E não precisas de fazer nada. Senta-te. Basta-te estar sentado.
- Pensa nela a defecar.
- Quando ela fala, eu adormeço. Deverias fazer o mesmo. Ela fala, tu bocejas, adormeces, olhas para o lado, fazes-te perdido. Hã, o quê?
- Tu deste-lhe o privilégio de estares com ela. Só lhe resta a gratidão.


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