1. É australiana, chama-se Gina Rinehart e é a mulher mais rica do mundo, de acordo
com o ranking da «Business Review Weekly». Farta de ouvir «as queixas» de
quem tem «inveja» dos bem-afortunados, decidiu dar alguns
conselhos.
«Se tem inveja dos que têm mais dinheiro, não se limite a
ficar aí sentado e a queixar-se. Faça qualquer coisa para ganhar mais dinheiro
para si - gaste menos tempo a beber, fumar ou a socializar e mais tempo a
trabalhar», disse Rinehart numa entrevista à «Business Review Weekly»,
citada pela AFP.
Rinehart ganha um milhão de dólares a cada 30 minutos e
tem uma fortuna avaliada em 30,1 mil milhões de dólares (cerca de 24 mil milhões
de euros). A forma como conquistou tal património foi, digamos, da maneira mais
tradicional: herdou-o.
Filha de Lang Hancock, magnata na
mineração de ferro, Gina Rinehart é herdeira do grupo Hancock Prospecting,
ganhou o cognome de «dama de ferro» e está, atualmente, em disputa legal com os filhos. O motivo?
Dinheiro.
Agora encoraja os mais pobres do que ela a trabalhar mais: «Não
há uma receita para se tornar milionário».
«Seja uma daquelas pessoas
que trabalham arduamente, que investem, constroem e que, ao mesmo tempo, criam
emprego e oportunidades para os outros», aconselha Rinehart.
Conselhos
práticos que levam à questão: então porque há tantos pobres na Austrália?
Devido, diz Rinehart, às políticas «socialistas» e anti-empreendedoras. Por
isso, lançou o apelo ao governo do seu país para que reduza o salário mínimo
(606,40 dólares australianos, perto de 500 euros) e corte nos
impostos.
«Os milionários e bilionários que optam por investir na
Austrália são, realmente, aqueles que mais ajudam os pobres e os nossos jovens.
Este segredo tem de ser amplamente difundido», considerou Rinehart na mesma
entrevista.
2. «A redução das desigualdades não é sustentável.» António Lobo Xavier, o homem dos 16 empregos.
3. «A desigualdade não é o problema em Portugal.» Rui Ramos, o historiador revisionista.
4. «Nem tudo aconteceu exactamente como o esperado. Há comportamentos, sobretudo do lado do desemprego, que têm reflexos orçamentais do lado das receitas fiscais, em particular, e do lado dos subsídios de desemprego.» A mais vergonhosa declaração de Passos Coelho que não foi entendida porque não tão explícita (mas mais grave, mais arrasadoramente reaccionária) quanto a do «piegas», «não-assunto» [Relvas], «oportunidade» do desemprego ou convite à emigração
sábado, setembro 01, 2012
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2 comentários:
Concordo com Gina Rinehart. A minha experiência mostra que quem trabalha muito e arrisca é compensada enquanto aqueles que nada têm também se limitam a fazer o mínimo, vendo-se a si próprios como vítimas e não como donos do seu próprio destino.
Cristina
Cristina, está a parodiar-se a si mesma?
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