segunda-feira, julho 02, 2012



Mia Couto, o homem mais monoexpressivo e monocórdico (e um pouco anódino e neutrinho nas suas visões do mundo) que alguma vez vi, diz que se teve escola para escreve foi ouvir os outros. Talvez que a sua imaginação seja tão importante como a sua capacidade de escutar, designadamente os Moçambicanos.
Expressões deliciosas como «O carro dormiu fora» ou «O jornal ainda trabalha?» (no sentido de ainda tem actualidade?) ouviu-as e tomou-as de empréstimo, e, claro, deu-lhe uma plasticidade para criar muitas outras. Como aquela personagem que «sentou a insónia». Que prodígio.

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