terça-feira, julho 17, 2012

Estava num museu em Londres e tive um «choque estético». Há casos relatados de pessoas que nunca confrontadas com o mar ou com a beleza de um tela atingem um paroxismo de prazer tal, que ficam em comoção, extáticas, podendo até ficar em estado catatónico.
Fiquei meia hora a olhar para um dos doze quadros de Van Gogh dedicados à minha flor. Aqueles girassóis de cores claras e vívidas eram muito mais do que girassóis. Os meus amigos não percebiam porque não saída dali. Em certa altura, li no quadro que Van Gogh o pintara para expressar a ideia de... gratidão. Era isso. Era isso.
Um das palavras mais bonitas do mundo, em que o «anuncia» algo forte e suave, o «ti» nos prolonga num estado... ti... a ti... num ti que sobe do particular ao universal, o tê e o i emergindo-nos num mundo de pura bondade, sensibilidade e amor e o «dão» nos dá a intensidade branda de um sentimento que merece terminar com um som que chancela um sentimento doce e sólido.

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