segunda-feira, julho 02, 2012
Se há coisa que acho «piegas» é à idolatria do «grande amor» destas duas almas dadivosas e humanitárias. A Fundação José Saramago lá teve o apoiozinho do Estado quando dinheiro não faltava a Saramago e a Pilar. Nada de surpreendente num homem que deve 717 mil de euros ao fisco de Espanha. O que me espanta é que esta «esquerda» tenha um preço para portugueses e outro para estrangeiros e que isso não seja motivo de escândalo. Como já não o foi o plágio de Saramago a Teófilo Huerta Moreno. http://saramagoplagiario.blogspot.pt/
Um Nobel, num país de parolos, tudo rasura. Os despedimentos políticos. A defesa de regimes totalitários. A comparação do Holocausto ao Estado de Israel actual. Pior do que a ideologia abjecta, só o oportunismo. O oportunismo ante Isabel da Nóbrega que o lançou no mundo editorial e cujo nome viria rancorosamente a mandar retirar de todos os livros com dedicatórias. O oportunismo da sua entrada para o PCP (ler o que Carlos Brito escreveu sobre o que Cunhal achava de Saramago). O oUm amigo meu de oitenta anos privou muito com Saramago e disse que no seu grupo todos ficaram espantados aquando da sua entrada no PCP «porque ele era tudo menos comunista». O oportunismo de Pilar, essa mulher que diz que o pai é uma figura medonha e sinistra (só pode estar a falar do pai dela, não percebendo a terrível generalização). Sim, o oportunismo de Pilar que deixou de ser qualquer outra coisa que não A MULHER DE SARAMAGO. Enfim, dois oportunistas, rancorosos - um com a família e outro com as agruras da vida - e sem qualquer mérito literário.
E - não esqueçamos - a dualidade do PCP. O tratamento de triunfo dos porcos. Todos eram iguais, mas só Saramago podia apelar ao voto no Soares pai, no Soares filho, no voto em branco nas europeias. Nenhum outro membro do PCP gozou de tal estatuto. Nenhum outro membro era Nobel.
Um jornalista que esteve com eles em Lanzarote disse-me em off que entre eles havia muita zanga e ruído. Para evitarem um escândalo, afastaram-se dele e ele pôde ler nos lábios de Saramago:
- Só queres é que eu morra depressa para ficares com a minha herança. Tu e os teus irmãos só querem é o meu dinheiro. ´Tou farto!
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5 comentários:
Concordo absolutamente. A ainda acrescento à parte da hipocrisia o facto de se recusar a viver em Portugal. Para suposto símbolo nacional não está mal.
Sem dúvida, mais um oportunismo de uma decisão de um censor parolo que o levou ao exílio do país e lhe trouxe ainda mais popularidade devidamente esmifrada pelo oportunista mor.
Que post maravilhoso. Que honestidade pura e dura. Nunca ninguém denunciou tão bem Saramago e a sua mulher.
Cristina
Haja quem me entenda.
Já ouviste falar da minha embirração com o Saramago? É proverbial...
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