domingo, junho 24, 2012

- Sempre me senti muito diferente e tenho uma profunda ligação, respeito e proximidade com aqueles que são muito diferentes. Quando andava na primária, não me identificava com ninguém e passava o recreio sozinho. Estive um ano na terceira classe sem abrir a boca. Tiveram de me pôr num psicólogo.No secundário, era o único rapaz que não jogava à bola. Sempre compreendi e respeitei os muito diferentes. Nada me espanta, mesmo quem só tenha prazer sexual com um ganso. Sei o que é o terrível estigma do muito diferente e sei o qual difícil é renegar a nossa estrutura interna para fingirmos ser o que não somos por adaptabilidade. O aprisionamento mental do eu que vive sozinho sem ninguém, sem poder acenar.

1 comentário:

Pulha Garcia disse...

Crescer significa conhecermo-nos melhor, percebermos o que está à nossa volta e o que está dentro de nós.