segunda-feira, junho 25, 2012

Para George Eliot, a arte permite o «alargamento da compaixão». Quando lemos, nomeadamente a ficção que utiliza a narração na primeira pessoa, tendemos se não a identificar-nos com ela, pelo menos a torcer por ela - mesmo que pratique vícios que condenemos. E aí percebemos que o «monstro» nunca é monstro visto por dentro, ou o «génio» não é génio e por aí fora rumo à destruição final da recusa em compreender que nada na natureza humana nos deve ser estranho.

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