sexta-feira, junho 22, 2012
Eles morrem todos acidentalmente...
Depois da queda da URSS, terminado o clima que mantinham os tanques com medo de disparar, a vergonha deixou de se esconder num mundo unilateral. Todos morrem. Mas não todos. Não os piores criminosos, mas apenas aqueles que geoestrategicamente interessam. Que intervenção houve no Ruanda, num dos piores genocídios de sempre? Claro que a lista é imensa.
Investiguei paranoicamente o assunto de Milosevic até perceber o rol de mentiras de que fora alvo e perceber que em nada dos que os media nos dizem - nem sobre a Síria - pode ser tido como fiável. Basta ver este documentário para as certezas que nos impingiram começarem a esboroar todas. Assisti a todas as audiências do Tribunal de Haia e espantei-me porque Milosevic contra testemunhas forjadas, imagens manipuladas de campos de concentração, um juiz para lá de tendencioso, desmontou todas as mentiras e lucidamente levou ao ridículo pela contradição, pela mentira todas as testemunhas (uma que tinha estado no seu gabinete que era no primeiro andar, não era, pergunta Milosevic, a testemunha diz que sim, e nem primeiro andar havia).
Mas Sérvia estava num ponto crucial e Milosevic ainda pertencia ao mundo dos vermelhos. O Kosovo, berço da nação, está muito pior do que estava. E, claro, tinha de morrer na cadeia. Curiosamente muito pouco antes de escrever que o queriam matar numa carta e que queria um médico de confiança dele imediatamente.
Um país cheio de petróleo.
Veremos como ficará a Líbia.
E já se sabia que só faltava este... que também iria morrer na cadeia brevemente de «doença» como Milosevic, que perdeu dezenas de quilos e ganhou uma cor insalubre porque sim. Veremos como ficará o Egipto. Veremos se a Primavera se revelará invernal.
Como aquele indivíduo que até a Internet rasurou que denunciou a ideia peregrina de que não havia armas de destruição maciça e que estranhamente se suicidou.
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