terça-feira, junho 19, 2012
Ela tem uma pulsão sexual omnívora e um complexo de culpa terrível em relação ao sexo. «Abomina» os piropos sexuais, as abordagens meramente sexuais. A sofreguidão sexual repugna-o - porque detesta ler no Outro o que tem escrito? Descreve fantasias com cenários pormenorizados quando bebe, entrega-se a encontros de primeira noite e diz odiar-se por isso. Quando está na cama e um homem roça-se por trás, ela atira «porco». Se lhe dizem «faz-me um bico», ela bate. Mas se o homem é dócil e tímido, mete-lhe o dedo no cu e faz-lhe o sexo oral na rua. E se ele resiste ou se mostra atónito, ela mete o dedo lá dentro e diz lambe na parte de trás de um táxi. E quanto mais tímido, mais longe quer ir. Mas às vezes, perante palmadas e asneiras no acto, pára no meio e diz: «Seu porco.» Sai de cima e volta. Sai de cima e volta. Sai de cima e volta. «Nunca mais farei isto, já perdi a conta ao número, ai que vergonha, tenho deixar de sair à noite. Mais um copo e sucumbo ao desejo e às vezes parece-me que quero todos e todos não me chegam.»
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