quinta-feira, maio 17, 2012
Ela. Sexualizada pelas pessoas com quem se deixa roçagar no metro, no autocarro, nas passagens fortuitas da multidão. Sexualizada pelos múltiplos olhares de lascívia cúmplice, material que preserva para as suas fantasias onanistas nocturnas. Sexualizada pelo calor. Sexualizada pelo ameno. Sexualizada pelo álcool. Sexualizada pelos gestos. Sexualizada pelo lábios. Sexualizada pelas mãos. Sexualizada pela voz. Sexualizada pelo toque. Sexualizada por olhares intensos. Sexualizada pelo imprevisto. Sexualizada por fantasias que irrompem nas traseiras de um automóvel - «E se estes três me propusessem sexo hoje, eu diria, sim, sim, sim.» Sexualizada por homens que não entende por que a sexualizam. Sexualizada pela ideia de como seria com este. Sexualizada inusitadamente numa noite - subitamente o indivíduo insípido ganhou contornos abrasadores. Sexualizada pelo massagista, pelo professor de Pilates, pelo médico - a mancha nas cuecas quando sai de lá. Sexualizada pela inocência. Sexualizada pela malícia. Sexualizada pelo interdito.
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