domingo, abril 15, 2012
Ele era diferente. Muito diferente. Fazia o bem de uma forma que para muitos era fazer o mal. Não havia meio-termo nas relações com os outros - paixões ou ódios. Ele mantinha-se firme (até ao fim?). Com o tempo, o fosso entre os que gostavam e não gostavam dele aumentava. Aqueles e aquelas que se prendiam a ele diziam que ele os marcara para sempre. As suas relações afectivas nunca terminavam - mas também não continuavam porque alegadamente ele não se concentrava numa só pessoa, tão empenhado estava na sua demanda da verdade e da justiça. Ficavam abertas, elas não ficavam com ele para sempre - e ao mesmo tempo continuavam sempre a vida toda com mensagens. «Já percebi que isto é (in)finito», «és o homem da minha vida» (muitas vezes), «tens uma existência independente em mim», «acordo-me e deito-me a pensar em ti» (quase um decénio após o ter visto pela última vez). Os seus inimigos eram uma colecção crescente. Várias vezes lhe disseram que ele tinha muita sorte em não ter sido linchado. Parecia que a sua personalidade forte atemorizava os outros. Uma ex-namorada dissera-lhe que ele era como El Cid que mesmo depois de morto, foi atado a uma cavalo para ir combater os inimigos - assustando-os e dispersando-os. O carisma é uma irradiação imortal.
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