domingo, abril 15, 2012

É assim a direita. Privatizar e liberalizar nas relações económicas, de modo que os fracos fiquem desprotegidos. Meter o bedelho do Estado em tudo o que é a vida privada do indíviduo (não é por acaso que os partidos de direita são contra o casamento homossexual, a eutanásia, o aborto). Agora, até dentro dos automóveis, se legisla contra a possibilidade de fumar dentro dos carros quando há crianças. Para quem vê o filme global e não partes, vê como as coisas se têm modificado com impostos sobre impostos, com restrições atrás de restrições, já se discute a possibilidade de fumar à porta dos restaurantes e cafés, de retirar as máquinas de fumar (que foram autorizadas e que implicaram investimento numa altura em que era legal, serão os enganados ressarcidos?). Claro que isto é uma importação dos EUA, em que em Nova Iorque já nem se pode fumar nos jardins públicos. O problema é que esta interferência do Estado na liberdade do indíviduo não pára. A privacidade que vai morrendo pelo perigo do terrorismo, por exemplo. Para quem conhece história, há sempre um motivo nobre por trás de qualquer restrição da liberdade. Porque não legislar contra os pais que dão fast food aos filhos? Porque não legislar contra quem fuma em casa com crianças, não indo à varanda? Porque não legislar contra quem não pratica exercício físico, porque não legislar contra quem não pedala na bicicleta em casa? - seguramente, diminuir-se-iam as doenças cardiovasculares. Porque não legislar contra quem quem não leva os filhos ao médico durante anos? Porque não legislar contra quem deixa os filhos jogarem horas vídeojogos, de modo que se combata o sedentarismo? Ao contrário da Europa, nos EUA, existe essa direita liberal na economia e liberal nos costumes. O caso extremo: David Friedman.

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