quarta-feira, abril 11, 2012
Do Crítico como Escritor Eunuco
Dêem qualquer pessoa que eu a criticarei. Qualquer.
Dêem qualquer livro que eu o criticarei.
É fácil ser-se crítico.
Kafka? Kafka escreveu livros inacabados, frases sintacticamente abstrusas, versava sempre os mesmo temas, tantos contos como variações d´O Castelo, sempre a vergonha, a culpa e o sentimento de absurdo.
Joyce era um onanista exibicionista. Tanta pirueta verbal. E o que é ele nos diz sobre natureza humana?
Melville, esse maçudíssimo escriba que misturava ficção com descrições longuíssimas de técnicas de pesca e dos mais variados apetrechos navais e que punham as personagens sem cultura e em situações de perigo a declamar eloquentemente num retrato absurdo.
Huxley não sabia dotar as personagens de densidade psicológica. Pegava numa boa ideia que se resumia a menos de uma folha e enchia-a com lixo de descrições mal feitas, personagens sem espessura e uma prosa de quem não percebeu que ensaio e ficção são coisas distintas.
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1 comentário:
Talvez seja mais do escritor eunuco como crítico.
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