quinta-feira, abril 12, 2012

De que poder tens força tão temível,/ que o coração em falha me desvia,/ que me faz dar mentira no visível,/ jurar que a luz não favorece o dia?/ De onde tens tal fazer, de mal, agrado,/ que até o refugo dos teus actos vem/ em força e garantia tão dotado/ que o teu pior, em mim, é sumo bem?/ Quem te ensinou a pôr-me a amar-te mais,/ se causa de ódio mais escuto e vejo?/ Se eu amo o que detestam outros tais,/ não deves detestar-me em tal cotejo./ Se na baixeza meu amor levantas,/ mais valho de que tu me ames às tantas. Shakespeare

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