quarta-feira, novembro 30, 2011
Poema em Linha Recta
terça-feira, novembro 29, 2011
Tiques que se apanham revendo novos autores
domingo, novembro 27, 2011
Conversas de Facebook devidamente autorizadas para publicar
Do Pessimismo Antropológico III
Do Pessimismo Antropológico I
sábado, novembro 26, 2011
Bernie Rezingster
sexta-feira, novembro 25, 2011
Cantarei a criadora dos homens e deuses - cantarei a Noite.
Noite, fonte universal.
Ó forte divindade ardendo com as estrelas, Sol negro,
invadida pela paz e o tranquilo e múltiplo sono,
ó Felicidade e Encantamento, Rainha das vigílias, Mãe do sonho,
e Consoladora, onde as misérias repousam as campânulas de sangue,
ó Embaladora, Cavaleira, Luz Negra, Amiga Geral,
ó Incompleta, alternadamente terrestre e celeste,
ó Arredondada no meio das forças tenebrosas,
leve afastando a luz da casa dos mortos e de novo te afastando tu própria.
A terrível Fatalidade é a mãe de todas as coisas,
ó Noite Maravilhosa, Constelação Calma, Ternura Secreta do Tempo,
escuta, ó Indulgente Antiga, a imploração terrena,
e aparece com teu rosto obscuro e lento no meio dos vivos terrores do mundo.
Poema grego mudado para português por Herberto Helder
Tão português
Olhando para o cinzentismo dos números
quinta-feira, novembro 24, 2011
terça-feira, novembro 22, 2011
segunda-feira, novembro 21, 2011
Porque não acredito na meritocracia
sexta-feira, novembro 18, 2011
quarta-feira, novembro 16, 2011
Chain of Flowers
It's so dark and cold
Please wake up
I feel so alone
And I feel so scared
That you're going away
And I feel so scared...
All I want is summer
Stories from before
Just like the day you tried to hide
Behind the churchyard wall
And fell asleep before I came
I found you
In a chain of flowers
Sleeping like a marble girl
Sleeping in another world...
I'll never tell you
Of all the different ways
You make me so afraid...
Passam anos protegidos sem que ninguém saiba ou Do Revisor como o Psiquiatra que guarda sigilosamente os segredos do paciente
terça-feira, novembro 15, 2011
segunda-feira, novembro 14, 2011
El pie del niño aún no sabe que es pie,
y quiere ser mariposa o manzana.
Pero luego los vidrios y las piedras,
las calles, las escaleras,
y los caminos de la tierra dura
van enseñando al pie que no puede volar,
que no puede ser fruto redondo en una rama.
El pie del niño entonces
fue derrotado, cayó
en la batalla,
fue prisionero,
condenado a vivir en un zapato.
Poco a poco sin luz
fue conociendo el mundo a su manera,
sin conocer el otro pie, encerrado,
explorando la vida como un ciego.
Aquellas suaves uñas
de cuarzo, de racimo,
se endurecieron, se mudaron
en opaca substancia, en cuerno duro,
y los pequeños pétalos del niño
se aplastaron, se desequilibraron,
tomaron formas de reptil sin ojos,
cabezas triangulares de gusano.
Y luego encallecieron,
se cubrieron
con mínimos volcanes de la muerte,
inaceptables endurecimientos.
Pero este ciego anduvo
sin tregua, sin parar
hora tras hora,
el pie y el otro pie,
ahora de hombre
o de mujer,
arriba,
abajo,
por los campos, las minas,
los almacenes y los ministerios,
atrás,
afuera, adentro,
adelante,
este pie trabajó con su zapato,
apenas tuvo tiempo
de estar desnudo en el amor o el sueño,
caminó, caminaron
hasta que el hombre entero se detuvo.
Y entonces a la tierra
bajó y no supo nada,
porque allí todo y todo estaba oscuro
no supo que había dejado de ser pie,
si lo enterraban para que volara
o para que pudiera
ser manzana.
Pablo Neruda
domingo, novembro 13, 2011
I have walked out in rain -- and back in rain.
I have outwalked the furthest city light.
I have looked down the saddest city lane.
I have passed by the watchman on his beat
And dropped my eyes, unwilling to explain.
I have stood still and stopped the sound of feet
When far away an interrupted cry
Came over houses from another street,
But not to call me back or say good-bye;
And further still at an unearthly height,
A luminary clock against the sky
Proclaimed the time was neither wrong nor right.
I have been one acquainted with the night.
O homem muito organizado
sábado, novembro 12, 2011
Rótulos são rótulos.
sexta-feira, novembro 11, 2011
terça-feira, novembro 08, 2011
segunda-feira, novembro 07, 2011
O Escritor
domingo, novembro 06, 2011
sábado, novembro 05, 2011
O Perfeccionista
sexta-feira, novembro 04, 2011
Em modo Bukowski
insane.
Some lose all soul and become mind:
intellectual.
Some lose both and become:
accepted.
and asking for a drink, but I couldn't understand anything about
myself,
I was murdered, I was shit, I was a tentful of dogs,
I was poppies mowed down by machine-gun fire
I was a hotshot wasp in a web
I was less and less and still reaching for
something, and I thought of her corny remark
a night or so ago:
You have wounded eyes
and the best at hate are those who preach love
and the best at war finally are those who preach peace
those who preach god, need god
those who preach peace do not have peace
those who preach love do not have love
beware the preachers
beware the knowers
beware those who are always reading books
beware those who either detest poverty
or are proud of it
beware those quick to praise
for they need praise in return
beware those who are quick to censor
they are afraid of what they do not know
beware those who seek constant crowds for
they are nothing alone
sentar-me junto de alguém e estar aí.
Eu queria embalar-te e cantar-te mansamente
e acompanhar-te ao despertares e ao adormeceres.
Queria ser o único na casa
a saber: a noite estava fria.
E queria escutar dentro e fora
de ti, do mundo, da floresta.
Os relógios chamam-se anunciando as horas
e vê-se o fundo do tempo.
E em baixo ainda passa um estranho
e acirra um cão desconhecido.
Depois regressa o silêncio. Os meus olhos,
muito abertos, pousaram em ti;
e prendem-te docemente e libertam-te
quando algo se move na escuridão.