Os bárbaros tornam-se facilmente demasiado odiosos para quem está de fora. Mas, tal como tu, tento evitar o ódio. Inevitável nas nossas vidas, o ódio infelizmente faz inúmeras coisas evoluir, mas principalmente as que menos me interessam.
Daí a amor pela vítima... Eu diria que compaixão, tal como Milan Kundera a descreve, se adequaria mais.
"Nas línguas que formam a palavra compaixão não com o radical passio, sofrimento, mas com o substantivo sentimento, a palavra é empregada mais ou menos no mesmo sentido, mas dificilmente se pode dizer que ela designa um sentimento mau ou medíocre. A força secreta de sua etimologia banha a palavra com uma outra luz e lhe dá um sentido mais amplo: ter compaixão (co-sentimento) é poder viver com alguém qualquer outra emoção: alegria, angústia, felicidade, dor. Essa compaixão (no sentido de soucit, wspolczucie, Mitgefänsla) designa, portanto, a mais alta capacidade de imaginação afetiva - a arte da telepatia das emoções. Na hierarquia dos sentimentos, é o sentimento supremo."
Se pensares só em amor pela vítima, especialmente se for uma mulher, isto fica um pouco estranho, com o seu quê de sadismo e tudo...
Ah, uma faceta mais "erudita". Speauneum, és mesmo uma surpresa... Se me disseres que não és fã das couves, fico já de olho em ti... (no sentido retórico, obviamente!)
Não percebi se "fã das couves" simboliza uma opção alimentar cada vez mais em voga (não só porque é mais saudável, mas também porque evita causar sofrimento a outros seres vivos) ou consumidor de uma substância natural ilegal no seu estado puro...
Isto cheira-me a esturro... Cá para mim, puseram-te a investigar a Tasca...
Speauneum, agora faltaram-te uns copos e um momento danoninho com o Dr. Ezequiel, do qual também já sou fã. Essa ideia de fumar couves parece-me uma opção demasiado radical, até para ti... Até porque deve provocar gazes no extremo da canalização e dificultar a última parte da tua sessão freudiana com o já tão traumatizado Dr., que se auto-medica com sexo pago e violento, tudo por causa da Joana, pois parece-me que essa acaba por ser a parte mais interessante da consulta... Não desfazendo as qualidades do sr. Dr. Já agora, polícia da Tasca, também é uma cena que não me assiste... Ainda por cima, o mundo não acabou como jurava o pastor que já deve alguns anos à reforma e nós é que acabamos corridos da tasca...
Já percebi que não poderias, de maneira nenhuma, ser polícia da Tasca, por estares extremamente mal informada acerca das drogas dos nossos dias. Nunca falei em fumar couves, isso seria realmente tonto, e nunca resultaria em nada que não arrotos sonoros, geralmente agudos e precedidos pela visão da Júlia Pinheiro na televisão ou em qualquer revista. O que está na moda, e pensei que falasses disso, é injectar couve líquida no sovaco esquerdo. Provoca realmente alguns gases, mas que, na realidade, são o que torna a couve líquida tão apetecível, por este ritual horticultural fazer a circulação sanguínea acelerar, permitindo atingir um ritmo frenético a dançar can can ou a cantar o tiroliro... Como diria um amigo meu, é uma coisa para se experimentar uma vez, e, quando for a Paris, quem sabe se não vou nessa loucura...
Em relação ao Dr. Ezequiel, parece-me que, nesta fase, ele realmente precisaria de falar comigo, mas eu sinto-me extremamente bem e, com a chegada da chuva, imagino que não venha a haver quartas-feiras solarengas durante uns tempos, portanto a próxima consulta não estará para breve.
Não percebi, afinal, o que querias dizer com fã das couves e, como tal, continuo a não te poder dizer se sou fã, simpatizante, aliado ou inimigo mortal das ditas…
Caro Speauneum, se fores a Paris, experimenta antes o ritual horticultural no sovaco direito. Ouvi dizer que obtém melhores resultados... Apesar de eu não ser fã das couves, como já deves ter percebido... Já Paris... Inspira-me...
12 comentários:
Os bárbaros tornam-se facilmente demasiado odiosos para quem está de fora. Mas, tal como tu, tento evitar o ódio. Inevitável nas nossas vidas, o ódio infelizmente faz inúmeras coisas evoluir, mas principalmente as que menos me interessam.
Daí a amor pela vítima... Eu diria que compaixão, tal como Milan Kundera a descreve, se adequaria mais.
"Nas línguas que formam a palavra compaixão não com o radical passio, sofrimento, mas com o substantivo sentimento, a palavra é empregada mais ou menos no mesmo sentido, mas dificilmente se pode dizer que ela designa um sentimento mau ou medíocre. A força secreta de sua etimologia banha a palavra com uma outra luz e lhe dá um sentido mais amplo: ter compaixão (co-sentimento) é poder viver com alguém qualquer outra emoção: alegria, angústia, felicidade, dor. Essa compaixão (no sentido de soucit, wspolczucie, Mitgefänsla) designa, portanto, a mais alta capacidade de imaginação afetiva - a arte da telepatia das emoções. Na hierarquia dos sentimentos, é o sentimento supremo."
Se pensares só em amor pela vítima, especialmente se for uma mulher, isto fica um pouco estranho, com o seu quê de sadismo e tudo...
Ah, uma faceta mais "erudita". Speauneum, és mesmo uma surpresa...
Se me disseres que não és fã das couves, fico já de olho em ti... (no sentido retórico, obviamente!)
Anónima... Até já me esqueço de assinar...
A pergunta é dúbia, deixou-me confuso.
Não percebi se "fã das couves" simboliza uma opção alimentar cada vez mais em voga (não só porque é mais saudável, mas também porque evita causar sofrimento a outros seres vivos) ou consumidor de uma substância natural ilegal no seu estado puro...
Isto cheira-me a esturro... Cá para mim, puseram-te a investigar a Tasca...
Speauneum, agora faltaram-te uns copos e um momento danoninho com o Dr. Ezequiel, do qual também já sou fã.
Essa ideia de fumar couves parece-me uma opção demasiado radical, até para ti...
Até porque deve provocar gazes no extremo da canalização e dificultar a última parte da tua sessão freudiana com o já tão traumatizado Dr., que se auto-medica com sexo pago e violento, tudo por causa da Joana, pois parece-me que essa acaba por ser a parte mais interessante da consulta... Não desfazendo as qualidades do sr. Dr.
Já agora, polícia da Tasca, também é uma cena que não me assiste...
Ainda por cima, o mundo não acabou como jurava o pastor que já deve alguns anos à reforma e nós é que acabamos corridos da tasca...
Acho que deu para perceber que me esqueci de assinar, outra vez...
Mas não foi por causa de nenhuma substância ilegal... nem legal...
AA
Nem falta de respeito ao homem maltratado... Concordo que gera mais a segunda opção...
AA
Anónima Ansiosa,
Várias coisas, entre elas algumas:
Já percebi que não poderias, de maneira nenhuma, ser polícia da Tasca, por estares extremamente mal informada acerca das drogas dos nossos dias. Nunca falei em fumar couves, isso seria realmente tonto, e nunca resultaria em nada que não arrotos sonoros, geralmente agudos e precedidos pela visão da Júlia Pinheiro na televisão ou em qualquer revista. O que está na moda, e pensei que falasses disso, é injectar couve líquida no sovaco esquerdo. Provoca realmente alguns gases, mas que, na realidade, são o que torna a couve líquida tão apetecível, por este ritual horticultural fazer a circulação sanguínea acelerar, permitindo atingir um ritmo frenético a dançar can can ou a cantar o tiroliro... Como diria um amigo meu, é uma coisa para se experimentar uma vez, e, quando for a Paris, quem sabe se não vou nessa loucura...
Em relação ao Dr. Ezequiel, parece-me que, nesta fase, ele realmente precisaria de falar comigo, mas eu sinto-me extremamente bem e, com a chegada da chuva, imagino que não venha a haver quartas-feiras solarengas durante uns tempos, portanto a próxima consulta não estará para breve.
Não percebi, afinal, o que querias dizer com fã das couves e, como tal, continuo a não te poder dizer se sou fã, simpatizante, aliado ou inimigo mortal das ditas…
Caro Speauneum, se fores a Paris, experimenta antes o ritual horticultural no sovaco direito. Ouvi dizer que obtém melhores resultados... Apesar de eu não ser fã das couves, como já deves ter percebido...
Já Paris... Inspira-me...
AA...
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