o gesto com a mão associado à voz de monstro, é sempre promessa de tareia. Uma tareia bem merecida concerteza. Sr João, você consegue espantar-me.. na sua bonomia flácida. E ela merecerá,. Mais.. agradecerá. Bem como a sua amiga. Chegue-lhe a roupa ao pelo. Essa também precisa.
Conhecendo bem o Sr João, pode ser um no meio de cinco:
- 'Mão no nabo' - "É pá, não te consigo bem explicar, mas quando faço voz grossa e pego no meu mastro rijo com a mão esquerda elas ficam loucas."
- 'Mão no cu' - "De vez em quando, estou a sentir-me quase um orador clássico, com o dom da palavra no seu auge, e depois sinto que a minha voz não vai corresponder ao meu pensamento brilhante, porque começa a fraquejar. O meu mestre de Xorogoi Mussuru disse para massajar rapidamente o ânus com a mão direita, que a voz engrossa. E engrossa mesmo!"
- 'Mão nos testículos' - "Quando estou a falar com algumas gajas, a conversa maça-me de tal maneira que só penso no Robert Smith. Quanto pior for a conversa, mais pecaminosos são os meus pensamentos. Nessas alturas, em que me sinto demasiado bicha, levo a mão aos testículos, lembro-me logo que sou homem e explico-lhe com voz forte um assunto másculo, como o último jogo do Porto."
- 'Mão na própria tromba' - "Aquela puta foi capaz de me dizer que os Cure são uma banda para meninos. E eu a berrar com ela, parecia o Adamastor!"(*)
- "Mão na tromba dela' - "Continuou a conversa, e depois disse que o Bobbi era feio... Não aguentei... Fiz aquilo que nunca faço, chamei-lhe 'puta' com uma voz gutural animal que nem consegues imaginar, e espetei-lhe uma chapada." (*)
Lamento, mas não conheço o namorado da citada, e não tenho dados para acrescentar nada acerca dele. Pode ser qualquer um dos cinco exemplos, mas não arrisco.
(*) Ao que parece, a situação 'Mão na tromba dela' é sempre precedida de 'Mão na própria tromba'. Não é frequente, ainda não chegou à meia centena, mas cuidado. Depois de 'Mão na própria tromba', é sempre melhor acalmar, com uma coisa simpática e querida, como um chá e bolinhos ou sexo oral.
Mesmo se eu quisesse usurpar o tão bem ocupado trono da Tasca, não me safava.
Ele é grande e fez aikido... E, mesmo se quisesse, pensa lá...
Tasca do Speauneum não resultaria... "Como é que se diz?", "Quem?", "Onde?", "Espirraste?"... E as mulheres fugiam logo todas, o que seria dramático... É que eu sou estrábico, anão, gago, monotesticular e perneta, não sou como o adónis que move esta tasca...
Acima de tudo, eu comecei a vir aqui à Tasca por causa do Sr João, e o facto de ele se rir com as coisas absurdas que escrevo deixa-me feliz e faz-me querer continuar...
Afinal gostaste ou não? Eu perguntei-te se tinha correspondido ao desejado e só mostraste preocupação pelo Sr João... Estás a ver, isto de ser estrábico, anão, gago, monotesticular e perneta não resulta mesmo.
Caro Speauneum, eu gosto sempre do que tu escreves... E até venho cá por tua causa! Mesmo quando és excessivo, tens graça. Só é pena não saberes aikido... Reconheço aí uma grande falha. :) A (de anónima e de ansiosa)
Hoje, fiz o que faço em todas as quartas-feiras solarengas, fui ao uma consulta de Psicanálise.
Não é que esteja especialmente necessitado, mas trato esse ritual compassado pela disposição do astro rei quase como uma religião.
Melhor, até, já que nunca falho, vou sempre ver o Dr Ezequiel quando há muito sol mesmo no meio da semana útil (quando não faz sol há mais de um mês, vou aquecer o meu poiso no divã só nos domingos de chuva).
Aborreceu-me um pouco, mas, a certa altura, depois de lhe explicar que não, não sinto mesmo o meu pai como ameaça, que nunca fui um édipo em potência e já tenho trinta anos, falei do Sr João e da Tasca. Disse-lhe que costumava vir cá escrever umas coisas, e que tinha escrito uma coisa gira sobre tiques. Como ficou curioso, tentei reproduzir fielmente o que havia escrito. Ouviu atentamente, e fez uma cara estranha, como se estivesse a ver qualquer coisa. Fez uma cara tão estranha que tive um calafrio e tudo. Apenas disse que, no fim da consulta, me contava uma coisa.
Já nem consegui pensar mais no meu pai ou na minha mãe, estava na consulta e só pensava na Tasca. O que é que as minhas palavras haviam de ter despertado?
Já passava das 17.00h, e ele começou:
"Olhe, caro Speauneum, já o conheço há muitos anos, e esperei pelo fim da consulta para lhe contar isto como amigo."
"Pode sempre contar comigo como amigo, Dr Ezequiel."
"Sabe, a descrição pormenorizada dos tiques do seu amigo fez-me pensar num episódio algo traumático que tive numa relação amorosa problemática quando tinha 43 anos. E vi a Joana, ela chamava-se Joana, antes de entrar, e ainda mexe comigo. Ela magoou-me muito, mesmo muito...
Enquanto namorava com ela, a minha auto-estima foi-se deteriorando progressivamente. Queixava-se de mim constantemente. Que não sabia cozinhar, que não gostava de futebol, que não gostava de Abba e, o pior, que era mau na cama.
Não havia um animal em mim. Nada fazia, era demasiado querido e carinhoso, nunca lhe dava uma surpresa debaixo dos lençóis. E eu não sabia o que fazer para mudar. 'Toca-te, mexe-te, bate-me, não sei, improvisa', dizia ela.
Estive a pesquisar umas coisas na internet, e tentei preparar uma sequência de truques. Não correu tudo como eu tinha planeado, e a minha primeira tentativa acabou por incluir todas as acções da sequência que acabou de me descrever, com duas pequenas diferenças. Foi tudo com a mão esquerda, e as duas últimas acções foram ao contrário.
Na altura, acabou por marcar o início da saída do buraco negro em que me encontrava, mas já explico, já vai perceber...
Depois de me despir, comecei pela 'Mão no nabo', com ar confiante. Enquanto ostentava feliz o totem da fertilização com a mão esquerda, rasguei-lhe a blusa com a direita e atirei-a para cima do balcão.
'Ai, que bruto, não queres experimentar aquela coisa de que te falei no outro dia?'
Bom, tenho de admitir que não queria, já estava a lixar o esquema que estava montado na minha cabeça, tinha medo de me vir a esquecer de alguma coisa, mas estranhamente estava com um sorriso de tal forma enérgica que me levou facilmente a passar para 'Mão no cu'. Nunca percebi o interesse dela neste ponto. Ela estava ainda mais sorridente enquanto empurrava a mão com a qual auto-massajava o ânus.
Um pouco farto, passei para 'Mão nos testículos', enquanto ela começava a resmungar. Resmungava por só estar a mexer em mim, e eu fiquei lixado da vida. Resmunga quando estou felizmente a mexer nos testículos. Ela não os tem, não sabe... É bom senti-los nas minha mão, e é bom sentir a minha mão a tocar neles, tão bom que eu me distraí, o que causou o resmungo. E eu já estava um bocado lixado com ela. Ela queixava-se de mim na cama, mas parecia que só ficava feliz quando eu fazia o que eu próprio não queria...
A cronologia das acções deixa de ser igual, acabei por trocar as duas últimas...
Sentia-me desajeitado, mas lembrei-me das suas palavras, "...bate-me, não sei...", e assim o fiz. 'Mão na tromba dela' tornou-se o passo seguinte. Dei-lhe um tremendo bofetão com a mão esquerda, de serviço nesse dia. Tremendo? Pois, se calhar, se fosse agora, dava ainda com mais força, mas, na altura, pareceu-me ter dado um bofetão tremendo. Tanto, que me fez passar para 'Mão na própria tromba'.
E depois..."
Depois, começou a chorar, e eu a pensar que tinha de pagar a consulta e que ele é que chora... Enfim, lá continuou...
"... depois, comecei a chorar convulsivamente..."
"Mas magoou-a?", perguntei eu. Já estava curioso, queria saber o que havia de ser o grande fim e queria ver se ele se despachava...
"Não. Mais valia... Ao me assustar com a violência do meu bofetão, levei, como já disse, a mão à cara e, com ela, veio o cheiro do nauseabundo Carlão. Carlão, o limpa-chaminés, com quem me tinha cruzado na véspera a sair de casa dela, cuja presença não me parecera estranha, apesar de tudo isto se ter passado em Agosto... Cheirei o cabelo dela, e lá estava ele, novamente. Os meus cheiros haviam desaparecido, tinha estado ali outro homem, parecia que ainda lá estava...
'O limpa-chaminés? Traíste-me com o limpa-chaminés?'
Não respondeu. Talvez tenha pensado que ouvir um 'sim' fosse doloroso, e deixou-me ir embora sem nada dizer... Depois dela, fiquei quase dois anos a ter de pagar para ter sexo. Pedia sempre à moça que me atendesse para me ordens, como a Joana fazia, e tinha de dar uma gorjeta generosa porque acabava sempre a chorar copiosamente agarrado aos seios obnubilados pelo meu mar de lágrimas como se fosse um bebé perdido a precisar do peito materno, e ficava lá durante demasiado tempo..."
E pronto, esta conversa toda por causa da Tasca...
É pá, pois, eu sei, peço desculpa. Eu falo demais, e, pelos vistos, também escrevo demais. Sim, eu sei, eu também tenho um blog, mas...
Isto surgiu porque eu falei a um amigo acerca do meu primeiro comentário.
Incapaz de ter uma conversa séria, ele riu-se durante um bom bocado. Passado algum tempo, começou a rir-se sozinho e imaginou os cinco gestos com sequência, e não como alternativas.
Achei uma piada do caraças à ideia, e acabei por vir aqui poluir um pouco (quer dizer um pouco bem grande, não pôde ser só num comentário).
Prometo que farei tudo para ser mais poupado em futuros comentários. Quem tiver paciência para ler isto tudo, parabéns!
Sr João, poluirei menos a Tasca daqui em diante, mas, quando venho cá e bebo uns copos...
20 comentários:
Um certo gesto com a mão é lindo!
Estou ansiosa para ver o que o Speauneum vai depreender disto...
é o indicador e o polegar juntos e acompanha um "deixa-me só dizer-te que..." Clássico!
o gesto com a mão associado à voz de monstro, é sempre promessa de tareia. Uma tareia bem merecida concerteza. Sr João, você consegue espantar-me.. na sua bonomia flácida. E ela merecerá,. Mais.. agradecerá. Bem como a sua amiga. Chegue-lhe a roupa ao pelo. Essa também precisa.
Ivan M.
Obrigado, c.
Um certo gesto com a mão...
Conhecendo bem o Sr João, pode ser um no meio de cinco:
- 'Mão no nabo' - "É pá, não te consigo bem explicar, mas quando faço voz grossa e pego no meu mastro rijo com a mão esquerda elas ficam loucas."
- 'Mão no cu' - "De vez em quando, estou a sentir-me quase um orador clássico, com o dom da palavra no seu auge, e depois sinto que a minha voz não vai corresponder ao meu pensamento brilhante, porque começa a fraquejar. O meu mestre de Xorogoi Mussuru disse para massajar rapidamente o ânus com a mão direita, que a voz engrossa. E engrossa mesmo!"
- 'Mão nos testículos' - "Quando estou a falar com algumas gajas, a conversa maça-me de tal maneira que só penso no Robert Smith. Quanto pior for a conversa, mais pecaminosos são os meus pensamentos. Nessas alturas, em que me sinto demasiado bicha, levo a mão aos testículos, lembro-me logo que sou homem e explico-lhe com voz forte um assunto másculo, como o último jogo do Porto."
- 'Mão na própria tromba' - "Aquela puta foi capaz de me dizer que os Cure são uma banda para meninos. E eu a berrar com ela, parecia o Adamastor!"(*)
- "Mão na tromba dela' - "Continuou a conversa, e depois disse que o Bobbi era feio... Não aguentei... Fiz aquilo que nunca faço, chamei-lhe 'puta' com uma voz gutural animal que nem consegues imaginar, e espetei-lhe uma chapada."
(*)
Lamento, mas não conheço o namorado da citada, e não tenho dados para acrescentar nada acerca dele. Pode ser qualquer um dos cinco exemplos, mas não arrisco.
(*) Ao que parece, a situação 'Mão na tromba dela' é sempre precedida de 'Mão na própria tromba'. Não é frequente, ainda não chegou à meia centena, mas cuidado. Depois de 'Mão na própria tromba', é sempre melhor acalmar, com uma coisa simpática e querida, como um chá e bolinhos ou sexo oral.
Anónima 'ansiosa',
Fico feliz por ter lido o meu nome no teu comentário, espero ter correspondido ao desejado.
:)
Speauneum, ainda roubas o protagonismo ao Sr. João...
A (de anónima e de ansiosa, a mesma, portanto)
A questão do protagonismo nem se põe...
Mesmo se eu quisesse usurpar o tão bem ocupado trono da Tasca, não me safava.
Ele é grande e fez aikido... E, mesmo se quisesse, pensa lá...
Tasca do Speauneum não resultaria... "Como é que se diz?", "Quem?", "Onde?", "Espirraste?"... E as mulheres fugiam logo todas, o que seria dramático... É que eu sou estrábico, anão, gago, monotesticular e perneta, não sou como o adónis que move esta tasca...
Acima de tudo, eu comecei a vir aqui à Tasca por causa do Sr João, e o facto de ele se rir com as coisas absurdas que escrevo deixa-me feliz e faz-me querer continuar...
Afinal gostaste ou não? Eu perguntei-te se tinha correspondido ao desejado e só mostraste preocupação pelo Sr João... Estás a ver, isto de ser estrábico, anão, gago, monotesticular e perneta não resulta mesmo.
Caro Speauneum, eu gosto sempre do que tu escreves... E até venho cá por tua causa!
Mesmo quando és excessivo, tens graça.
Só é pena não saberes aikido...
Reconheço aí uma grande falha. :)
A (de anónima e de ansiosa)
:D
Muito obrigado! Mas diz isso baixinho, senão o Sr João fica com ciúmes...
(A propósito da falha, eu ainda tentei aprender Aikido, mas não me aceitavam por ser estrábico, anão, gago, monotesticular e perneta...)
Ai, Speauneum, esses invejosos...
A.
Ele há coisas...
Hoje, fiz o que faço em todas as quartas-feiras solarengas, fui ao uma consulta de Psicanálise.
Não é que esteja especialmente necessitado, mas trato esse ritual compassado pela disposição do astro rei quase como uma religião.
Melhor, até, já que nunca falho, vou sempre ver o Dr Ezequiel quando há muito sol mesmo no meio da semana útil (quando não faz sol há mais de um mês, vou aquecer o meu poiso no divã só nos domingos de chuva).
Aborreceu-me um pouco, mas, a certa altura, depois de lhe explicar que não, não sinto mesmo o meu pai como ameaça, que nunca fui um édipo em potência e já tenho trinta anos, falei do Sr João e da Tasca. Disse-lhe que costumava vir cá escrever umas coisas, e que tinha escrito uma coisa gira sobre tiques. Como ficou curioso, tentei reproduzir fielmente o que havia escrito. Ouviu atentamente, e fez uma cara estranha, como se estivesse a ver qualquer coisa. Fez uma cara tão estranha que tive um calafrio e tudo. Apenas disse que, no fim da consulta, me contava uma coisa.
Já nem consegui pensar mais no meu pai ou na minha mãe, estava na consulta e só pensava na Tasca. O que é que as minhas palavras haviam de ter despertado?
Já passava das 17.00h, e ele começou:
"Olhe, caro Speauneum, já o conheço há muitos anos, e esperei pelo fim da consulta para lhe contar isto como amigo."
"Pode sempre contar comigo como amigo, Dr Ezequiel."
"Sabe, a descrição pormenorizada dos tiques do seu amigo fez-me pensar num episódio algo traumático que tive numa relação amorosa problemática quando tinha 43 anos. E vi a Joana, ela chamava-se Joana, antes de entrar, e ainda mexe comigo. Ela magoou-me muito, mesmo muito...
Enquanto namorava com ela, a minha auto-estima foi-se deteriorando progressivamente. Queixava-se de mim constantemente. Que não sabia cozinhar, que não gostava de futebol, que não gostava de Abba e, o pior, que era mau na cama.
Não havia um animal em mim. Nada fazia, era demasiado querido e carinhoso, nunca lhe dava uma surpresa debaixo dos lençóis. E eu não sabia o que fazer para mudar. 'Toca-te, mexe-te, bate-me, não sei, improvisa', dizia ela.
Estive a pesquisar umas coisas na internet, e tentei preparar uma sequência de truques. Não correu tudo como eu tinha planeado, e a minha primeira tentativa acabou por incluir todas as acções da sequência que acabou de me descrever, com duas pequenas diferenças. Foi tudo com a mão esquerda, e as duas últimas acções foram ao contrário.
Na altura, acabou por marcar o início da saída do buraco negro em que me encontrava, mas já explico, já vai perceber...
Depois de me despir, comecei pela 'Mão no nabo', com ar confiante. Enquanto ostentava feliz o totem da fertilização com a mão esquerda, rasguei-lhe a blusa com a direita e atirei-a para cima do balcão.
'Ai, que bruto, não queres experimentar aquela coisa de que te falei no outro dia?'
Bom, tenho de admitir que não queria, já estava a lixar o esquema que estava montado na minha cabeça, tinha medo de me vir a esquecer de alguma coisa, mas estranhamente estava com um sorriso de tal forma enérgica que me levou facilmente a passar para 'Mão no cu'. Nunca percebi o interesse dela neste ponto. Ela estava ainda mais sorridente enquanto empurrava a mão com a qual auto-massajava o ânus.
Um pouco farto, passei para 'Mão nos testículos', enquanto ela começava a resmungar. Resmungava por só estar a mexer em mim, e eu fiquei lixado da vida. Resmunga quando estou felizmente a mexer nos testículos. Ela não os tem, não sabe... É bom senti-los nas minha mão, e é bom sentir a minha mão a tocar neles, tão bom que eu me distraí, o que causou o resmungo. E eu já estava um bocado lixado com ela. Ela queixava-se de mim na cama, mas parecia que só ficava feliz quando eu fazia o que eu próprio não queria...
A cronologia das acções deixa de ser igual, acabei por trocar as duas últimas...
Sentia-me desajeitado, mas lembrei-me das suas palavras, "...bate-me, não sei...", e assim o fiz. 'Mão na tromba dela' tornou-se o passo seguinte. Dei-lhe um tremendo bofetão com a mão esquerda, de serviço nesse dia. Tremendo? Pois, se calhar, se fosse agora, dava ainda com mais força, mas, na altura, pareceu-me ter dado um bofetão tremendo. Tanto, que me fez passar para 'Mão na própria tromba'.
E depois..."
Depois, começou a chorar, e eu a pensar que tinha de pagar a consulta e que ele é que chora... Enfim, lá continuou...
"... depois, comecei a chorar convulsivamente..."
"Mas magoou-a?", perguntei eu. Já estava curioso, queria saber o que havia de ser o grande fim e queria ver se ele se despachava...
"Não. Mais valia... Ao me assustar com a violência do meu bofetão, levei, como já disse, a mão à cara e, com ela, veio o cheiro do nauseabundo Carlão. Carlão, o limpa-chaminés, com quem me tinha cruzado na véspera a sair de casa dela, cuja presença não me parecera estranha, apesar de tudo isto se ter passado em Agosto... Cheirei o cabelo dela, e lá estava ele, novamente. Os meus cheiros haviam desaparecido, tinha estado ali outro homem, parecia que ainda lá estava...
'O limpa-chaminés? Traíste-me com o limpa-chaminés?'
Não respondeu. Talvez tenha pensado que ouvir um 'sim' fosse doloroso, e deixou-me ir embora sem nada dizer... Depois dela, fiquei quase dois anos a ter de pagar para ter sexo. Pedia sempre à moça que me atendesse para me ordens, como a Joana fazia, e tinha de dar uma gorjeta generosa porque acabava sempre a chorar copiosamente agarrado aos seios obnubilados pelo meu mar de lágrimas como se fosse um bebé perdido a precisar do peito materno, e ficava lá durante demasiado tempo..."
E pronto, esta conversa toda por causa da Tasca...
É pá, pois, eu sei, peço desculpa. Eu falo demais, e, pelos vistos, também escrevo demais. Sim, eu sei, eu também tenho um blog, mas...
Isto surgiu porque eu falei a um amigo acerca do meu primeiro comentário.
Incapaz de ter uma conversa séria, ele riu-se durante um bom bocado. Passado algum tempo, começou a rir-se sozinho e imaginou os cinco gestos com sequência, e não como alternativas.
Achei uma piada do caraças à ideia, e acabei por vir aqui poluir um pouco (quer dizer um pouco bem grande, não pôde ser só num comentário).
Prometo que farei tudo para ser mais poupado em futuros comentários. Quem tiver paciência para ler isto tudo, parabéns!
Sr João, poluirei menos a Tasca daqui em diante, mas, quando venho cá e bebo uns copos...
Speauneum, por favor, continua a poluir... :)
Anónima Ansiosa (ainda a mesma)
get a room!!
C de "citada"
Parece que fomos mal interpretados... As minhas desculpas...
AA
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