- Alguma vez te ligou para casa?
- Não.
- Então...
- Deixa-me ir lá acima ver se tenho uma chamada dela.
- Isso é doentio. Não tens chamadas no telemóvel. Vai lá...
- Nada.
- Vamos.
- Ela pode ter escrito uma carta.
- Uma carta?
- Sim. Uma carta. Vou só abrir o correio.
Afastou a publicidade, leu todos os remetentes. Pôs a mão no quadrado vazio, procurando com as mãos qualquer coisa palpável.
- Não há aí mais nada.
Ainda tacteou o tecto da caixa de correio como se alguma carta tivesse sido lá colada.
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