É quotidiano. Sempre que vejo um grupo de homens (que podem ser dois) e uma mulher bonita a passar ou apenas decotada, é tão fácil ver os cotovelos a baterem no amigo olha-me-esta-gaja-qué-tão-booa, os murmúrios, os risos boçais. Mesmo muito homem sozinho, vira costas, afasta pálpebras, fica apatetado quando passa uma «gaja boa».
Não vejo mulheres fazerem isto. Ou vejo muito menos frequentemente e muito menos ostensivamente.
(Tenho a certeza de que serei lésbica numa futura transmigração de alma.)
1 comentário:
Não tenhas essa certeza, apenas baseado nisso. Não vês mulheres a fazer "isso" precisamente porque há poucas lésbicas. E a maioria dessas rejeitantes crónicas de pénis, que, simultaneamente, admiro pelo bom gosto e odeio pela rejeição marcada antecipadamente, evita assumi-lo publicamente...
No fundo, eu também tenho a certeza de que serei lésbica numa futura transmigração da alma, mas por outras razões.
Deve ser divertidíssimo.
Começo logo pelas mamas. Essas montanhas divinas que muito me fazem escrever. Eu adoro mamas, sou um pouco mamófilo, e assumo-o publicamente, sem qualquer problema. Esses seres privilegiados que são as lésbicas podem brincar com mais duas simultaneamente, que inveja.
Mais, por muito que goste do meu honrado trabalhador e digno pénis, evito mexer nele. É bonito, sim senhor, porta-se bem, mas não puxa por mim. Não gosto de me dedicar exclusivamente a ele. Não há paciência. As sortudas das lésbicas nunca os vêem, o que é mais uma coisa em que me identifico com elas.
Ainda pensei na questão do período, mas nem isso me preocupa. Há a tendência para as mulheres que passam muito tempo juntas terem a mesma periodicidade, portanto eventuais maus humores e birras que tivesse de enfrentar seriam combatidos pelos meus.
Mas, acima de tudo, como dizem os homens pouco discretos e boçais que perturbam e colorem as vidas de quem os ouve em manifestações javardas, "comer gajas é mesmo bom".
Contra factos, não há argumentos.
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