sábado, setembro 10, 2011

Quando não se consegue desmontar a argumentação, desqualifica-se o interlocutor.

Estaline, boçal e crudelíssimo, fazia-o, e entre as muitas características do estalinismo, a máxima anterior era uma marca de água do mesmo.

Em morrendo alguém, assassinado pelas purgas, logo era forjada uma notícia:

«Um louco perigoso.» «Um burguês contra-revolucionário conspiracionista.»

O próprio Cunhal, instado a falar sobre a obra de Orwell, activou a máquina de diminuir os pensamentos e disse apenas:

«Um alcoólico, um alcoólico.»

Infelizmente, esta prática não morreu com a morte do estalinismo. É a mais paupérrima forma de retórica.

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