- Angel, por favor, dinamita-me isto.
Lá pedi para falar. O tema eram os livros que entram no cânone literário, os critérios.
- Não entendo como podem estar a fixar autores vivos, alguns que acabam de publicar, no canône literário. Quantos autores conheceram certa fulgurância em vida e hoje caíram nos mais fundos baús do olvido? Quantos autores morreram desconhecidos e foram alteados postumamente? Como podem hoje, com livros a tombarem-nos - vejam as estatísticas - de trinta em trinta segundos, separar o lixo e o ruído? Herman Melville, no dia seguinte à sua morte, aparecia nos obituários com uma nota de rodapé ao ignoto «escritor de aventuras marítimas». O tempo é o grande depurador. Fixar hoje perenemente alguém que está a escrever é algo do domínio da crença.
Um dos excelsos palestrantes, conhecido escritor, ficou irado.
Não sei porquê.
4 comentários:
ó angel, diz lá k n te deu um certo gozo...
E que não aprecias um bom microfone...
Prefiro a concórdia à discórdia (mas quando tem de ser...).
Falando muito a sério, os amiguismos literários são um formigueiro infecto. E só me posso prejudicar laboralmente.
por vezes, n conseguimos nem devemos permanecer neutros. o conflito ou o confronto nem sempre é mau; pode ser até bastante positivo, esclarecedor e o k nos prejudica de um lado pode-nos favorecer de outro.
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