domingo, setembro 25, 2011

Harold Bloom escreveu que a persona que Walt Whitman criou esmaga, enquanto super-homem, o Zaratustra.

Jorge Luis Borges escreveu que Walt Whitman conseguiu o feito único de conseguir ser lido como se estivéssemos a ler algo que é fora do autor - uma espécie de tomar de empréstimo dos olhos do Universo.

Álvaro de Campos escreveu:

Não sou teu discípulo, não sou teu amigo, não sou teu cantor,
Tu sabes que eu sou Tu e estás contente com isso!
Nunca posso ler os teus versos a fio... Há ali sentir demais...
Atravesso os teus versos como a uma multidão aos encontrões a mim,
E cheira-me a suor, a óleos, a atividade humana e mecânica.
Nos teus ver sos, a certa altura não sei se leio ou se vivo,
Não sei se o meu lugar real é no mundo ou nos teus versos,
Não sei se estou aqui, de pé sobre a terra natural,
Ou de cabeça pra baixo, pendurado numa espécie de estabelecimento,
No teto natural da tua inspiração de tropel,
No centro do teto da tua intensidade inacessível.
Abram-me todas as portas!
Por força que hei de passar!
Minha senha? Walt Whitman!

E, ainda assim, tudo o que escreveram sobre é tão pouco para transmitir.

2 comentários:

Inês Hipólito disse...

sobre-humano... os gajos das traduções hmmm nada fiáveis!! :)

Sr Joao disse...

:)