terça-feira, setembro 20, 2011

«Sou imenso, contenho multidões.»

Há pessoas que não sabemos como estão juntas. Tirando os casos de paliativos de solidão, as relações - num sentido lato - são inescrutáveis para quem está de fora.

Ademais, uma pessoa é inescrutável, ela própria.

E quando duas pessoas se encontram e criam bolhas, mais ninguém consegue entender.

Os núcleos inescrutáveis e impartilháveis não se encontram, mas roçagam-se em sinais impossíveis ao Outro.

Compreendemos e aceitamos isto nas nossas relações - mas somos intolerantes com os outros.

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