quarta-feira, setembro 21, 2011

Ela acende um cigarro e os lábios empurram-no para o canto direito da boca. Só a primeira baforada. Depois, o cigarro rola para o meio.

Ela fala com as mãos. Abertas quando não alcançou as palavras para verbalizar o fluxo da consciência. Os dedos unidos quando atingiu o coração do que pretendia transmitir.

Ela tem uma gargalhada com um som diferente de qualquer outra.

Ela abre a boca e afasta os olhos quando se faz um clarão no seu entendimento.

Ela levanta-se e bamboleia-se quando quer contar uma história que a entusiasma.

Observando os gestos, imito os gestos. Ela acusa-me de a ver apenas como «uma personagem».

1 comentário:

G. Varino disse...

Mas k mulher tão interessante, Sr. João!