A solidariedade, se servida em doses ocasionais e frugais, é digna de apreço. Quando fazemos dela um prato sempre pronto a servir, com a frequência e a abundância que nos forem solicitadas, torna-se um alimento que gera um paladar insípido. E no dia em que faltarmos com a refeição, essa ausência será notada e ser-nos-á fatalmente cobrada. Lembrar-nos-emos, então, amarga e odiosamente, do dia em que demos o primeiro prato.
quinta-feira, agosto 25, 2011
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1 comentário:
A verdadeira solidariedade nunca saberá a fel mesmo que não reconhecida. Pode-se, sim, viver o privilégio de ter uma mão nobre. Aberta. Estendida a quem nunca sentirá a firmeza dos seus dedos, mas olhará sempre para o que cobre a palma.
Efi
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