segunda-feira, agosto 22, 2011

Sentados, na esplanada, pressinto material-girl-está-na-minha-frente.

Subtilmente, espeto o bisturi das perguntas em redor da pergunta essencial.

Despudoramente, ela acaba por confessar:

- Angel, claro que não teria ao meu lado um homem que ganhasse menos do que eu.

5 comentários:

Anónimo disse...

O Amor não pode ser reduzido a um número. A um ordenado. Penso que esta pessoa faz uma confusão entre atracção e Amor. Ela sente-se atraída por homens com dinheiro. Mas o que ela não sabe é que qualquer relação baseada apenas na atracção, tem muito poucas hipóteses de durar. Mas não me parece que ele se preocupe com isso. Para estas pessoas, tudo se reduz a quadros de excel, bem organizados, com o deve e haver, em que o saldo deve ser sempre positivo.

Mas não é grave. Destas pessoas não restará nada. Nem uma nota de rodapé na história. Esquecidas com a sua morte. No fundo é triste. A maior agressão é a elas próprias, sem nunca desconfiarem disso.

.serrasantos

Anónimo disse...

Ganhasse menos em "money issues material" ou "intelligence related material"? :)
Em todo o caso, uma balança déspota é o caminho mais fácil de escolher. O mais armadilhado, porém.

Efi

isabel disse...

que espécie de pessoa indaga dos rendimentos de outro para avaliar as hipóteses de romance?!! que gente tão triste!

Anónimo disse...

Que espécie de pessoa olha para a etiqueta antes de Amar?

Anónimo disse...

O Amor não tem preço. Mas quem Ama, paga certamente um preço. Mas ninguém espera um desconto. Para quem Ama a sério, nunca será um custo, por muito alto que seja, no final o preço a pagar. É a única conta bem vinda.