segunda-feira, agosto 22, 2011

«No relatório de 2007 [da ONU] constatou que a Líbia tinha: 1 - maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de toda a África (ainda hoje, 2011, maior do que muitos países ditos desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento como, por exemplo, o Brasil); 2 - ensino gratuito até à universidade; 3 - Os melhores alunos universitários (cerca de 10%) estudam ou estudavam na Europa ou EUA, com tudo pago a 100% pelo Estado; 4 - ao casar o casal recebia como dote do estado o equivalente a até 50 000 dólares para montar casa; 5 - sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc.; 6 - empréstimos pelo banco estatal sem juros ou com juros muito baixos; 7 - inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do Mundo, que vem tornando o deserto (95% da Líbia) em campos agrícolas produtores de alimentos e fixando as populações rurais. Então, qual a razão do conflito na Líbia? 1 - tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas; 2 - fazer com que o Mediterrâneo volte a ser "O MARE NOSTRUM" do antigo Império Romano, mas sob o controlo absoluto da NATO (leia-se EUA). ó falta agora a Síria... 3 - o Banco Central Líbio não está atrelado ao sistema financeiro mundial...»

Manuel Sérgio Coimbra

5 comentários:

Anónimo disse...

Sr. João, a vontade do povo, diz-lhe alguma coisa? A vontade de mudança, a alegria, a festa hoje nas ruas de Tripoli, quando os rebeldes finalmente lá chegaram, não lhe diz nada? Apoiar-se-á somente em estatísticas? Posso apresentar-lhe outras, de assassinatos de famílias inteiras, por expressarem oposição a um regime ditatorial. A estatística do genocídio é sempre avassaladora, mas será sempre estatística. E estatística por estatística, escolho a minha, demonstradora do monstruoso poder de kadafhi.

Anónimo disse...

Polícias do mundo só se aterrassem vindos do Ceú. Assim...

Sr Joao disse...

Acha que está toda a gente feliz e radiante e aos pinotes na Líbia com a queda de Kadafhi? há pessoas facilmente convencidas pelos media e meia dúzia de imagens devidamente seleccionadas.

Anónimo disse...

Bastam duas pessoas juntas, para não se conseguir unanimidade. A unanimidade é um mito. Daí a criação da lei e da justiça. E existe o óbvio. Todos os que beneficiaram do regime, não estarão satisfeitos com a sua queda. É humano. É egoísta.

Estou a afirmar a minha opinião, que confirma o que disse no inicio. Não espero unanimidade e tampouco espero elogios. Mas partilho que fico sempre feliz quando um regime ditatorial cai. Um regime de um homem, que mandou há uns anos, abater um avião cheio de civis. Entre muitas, muitas atrocidades, com os seus.
Só espero e tenho esperança disso, que todos os outros regimes déspotas ainda existentes caiam também, onde se incluem países muito "respeitosos" e líderes da ordem mundial. E nestas alturas, apesar de todos os defeitos do nosso pequeno Portugal, sinto que somos grandes.

Anónimo disse...

Estatísticas e dados tão factuais, como espectro de sangue e mordaça. O fim de Kadhaffi é o princípio de um novo problema, sim. Mas a Líbia não é um homem. São os homens que a Líbia é os legítimos escritores do seu destino. Mesmo que escrevam a guerra, os interesses mais corruptos ou a venda da alma. Será da responsabilidade do povo - e a sua oportunidade - de assinarem com o seu nome, pela primeira vez em 41 anos.

Efi