Ela não dirá: «A Mary é oca» ou «A Daisy é fútil».
Não, ela é sofisticada a ponto de não utilizar adjectivos.
De resto, não se cansa de autoproclamar o quanto adora cada uma delas.
E de as elogiar.
Mas, pelo meio, deixa cair com ar maternal e consternado:
«Ando tão preocupada com a Sylvie. Ela anda carente e tem cometido tantos erros.» Acrescenta logo a seguir, guardadora da privacidade :«Mas não quero falar disso.»
Ou com um ar descontraído, prazenteiro e espontâneo:
«A Petra é diferente de mim . Ela sabe os nomes todos dos jogadores de futebol, dos actores das telenovelas e as marcas e modelos de todos os carros. Mas cada pessoa, Angel, gosta do que gosta e eu adoro-a. Temos de ser flexíveis.» E ainda remata: «Eu aprendo imenso com ela porque os meus interesses são mais na área da Filosofia, da Literatura, das Artes.»
«A Rina é muito muito boa pessoa. Ela é extrovertida e muito muito querida. É um doce. Gosta muito de ir a festas onde eu não me sinto muito bem. Gosta de ir onde estão os VIP e os actores de telenovelas. Mas cada pessoa é como é. Ela gosta muito de conhecer os porteiros das discotecas e de poder entrar e de se gabar disso. Mas é uma questão da educação que teve. É a vida dela, não vou falar sobre isso.»
1 comentário:
mete nojo
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